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Grávida de um mafioso romance Capítulo 222

Me olho no espelho meio perplexa meio apaixonada. O vestido curto elegante adornava minhas curvas, o vermelho carmesim combinou perfeitamente com meu tom de pele e o cabelo prendido apenas em um lado. No quadril, o tecido se franzia levemente, destacando o veludo e terminando bem acima dos joelhos. Viro de costas, conferindo minha bunda desenhada, até então nunca a tinha visto tão aparente. Agradeço a Deus novamente pela minha teimosia em comprar esse vestido antes de ter os gêmeos. Eu sabia que meu corpinho voltaria e conseguiria usar essa oitava maravilha do mundo.

Verifico as horas no celular e organizo as maquiagens dentro da mini maleta. Deixo minhas coisas no último box no banheiro para garantir que ninguém bisbilhote, caso desçam para utilizar o banheiro deste andar.

Em minutos, estava com o ipad nas mãos riscando coisas de uma lista geral. Melissa, vestida inteiramente de preto, nenhuma novidade, recepcionava algumas pessoas e riscava nomes da lista de convidados. Algumas entidades da alta sociedade, alguns políticos, alguns artistas... metade tenho certeza que veio por pura pressão de Cassandra soltar algum podre deles, ou deles não a terem ao seu dispor quando alguma bomba estourar brevemente.

Deixo que meus olhos vasculhem a decoração. Como estávamos perto do Natal, quis trazer elementos que correspodesse com a ocasião. Muitas luzes decorativas, muitas cortinas de Led, cortinas vermelhas, toalhas e guardanapos marfim, vários detalhes em dourado.

Olho para o palco, atrás existia uma árvore gigante com bolas de vidro com fotos das crianças do orfanato, sugestão de Luigi.

Ainda continuo achando errado envolver as pobres crianças para encobrir os erros daquele orc rabugento.

- Entendo você - meu corpo dá um sobressalto, mas logo me acalmo ao constatar Ítalo do meu lado. Sigo seus olhos até a figura do italiano bem trajado de terno preto listrado com colete e gravata preta sendo destaque na camisa branca. Luigi parecia um verdadeiro Capo. Na verdade ele era, só não aparentava muito - até eu queria engravidar dele.

Eu não queria. Penso na reação de Ítalo se soubesse a verdade sobre Luigi, sobre o que fez para me engravidar mas eu teria que ter tempo para contar os detalhes. Uma fofoca deve ser contada com todos os detalhes minuciosos.

Como se sentisse que estava sendo observado, Luigi olha em volta e quando seus olhos cruzam com os meus, não desvio como Ítalo faz. Perduro o olhar no dele, quase desafiando-o e o canto do seu lábio se ergue. Como num estalar de dedos minha memória acha o momento propício para relembrar sua... ameaça? Aviso?

"Por você, eu posso repensar ser seu amante temporário" como se eu fosse o tipo de pessoa que tem amante, sendo que antes de Luigi nem conversante possuía. "Porém não pense que vou aceitar transas convencionais" eu sabia muito bem do que ele estava querendo se referir, sabia tão bem que não conseguia esconder a vermelhidão das bochechas ao pensar em Luigi me fod... graças a Deus estou com uma maquiagem pesada esta noite, caso senão o italiano perceberia assim que chegou perto de mim e... olho para o lado, dando conta que Ítalo evaporou.

- Belíssima como sempre - ele beija minha bochecha, entretanto o gesto é apenas um disfarce para sua real intenção. Me segurando pela cintura com uma mão, nem tão forte para não aparentar seu lado possessivo e nem tão leve que me faça duvidar do seu interesse. Sua boca achegou ao meu ouvido com a voz baixa - estou tentado a dar uma de "filho da dona" e te raptar dessa festa, assim como aconteceu naquela sala de reunião.

- Sem chance, Luigi - e digo a mentira mais mentirosa que saiu da minha boca - não vai acontecer mais nada entre nós. Aquele dia foi um erro, um deslize que não cometerei outra vez - ele rio.

- Quantas vezes vai chamar o que temos e fazemos de erro? - Se afastou o suficiente para olhar em meus olhos. Tive vontade de me jogar em seus braços, me enrolar naquele verde intenso hipnotizante e mandar tudo ir á merda - não adianta fingir, Carolina. Seu casamento é uma farsa, assim como seu falso amor pelo Matteo.

E ele se afasta com um sorriso convencido de quem acabou de me desestabilizar. Finalmente consigo respirar normalmente, quando aquele italiano estava por perto eu me perdia, ficava afobada, nervosa, com os desejos querendo está no controle do meu corpo. Chegava a ser incrível a atração que temos, igualando-se à uma necessidade fisiológica. Eu necessitava do toque dele, ficar perto dele, sentir seu cheiro... e me custou muito adimitir que, mesmo depois de tudo eu sentia falta dele, não importava quanto tempo estiver longe. Meu coração chama por aquele filho da mãe gostoso.

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