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Grávida de um mafioso romance Capítulo 224

Não entendi quando Luigi sem dar um pio vestiu as roupas, me ajudou com o vestido e pegou minhas coisas no último box do banheiro, até estarmos no elevador. Por milésimos de segundos pensei que tudo tinha sido um erro, porém quando ele apertou o botão que levava ao estacionamento no subsolo, fiquei um pouco mais calma. Acho que sua preocupação em me tirar do lugar era por causa do plano de Cassandra, senão sabia sobre tal, o loiro do banheiro deveria tê-lo avisado de alguma maneira. Só sei que não quero estar lá quando alguém decidir chutar o pau da barraca. Melissa e Ítalo bastavam para me relatar dos acontecimentos no dia seguinte.

- Aonde vamos? - pergunto novamente enquanto caminhamos até o seu carro alugado, Luigi me lança um olhar misterioso com um quê de divertimento que me faz ficar animada e sorrir feito uma criança ao ganhar um presente de Natal na véspera. Fico tentando adivinhar, já que não daria dicas, mas quando chegamos na frente do carro, Luigi abre a porta de trás e senta-se no volante após guardar meus pertences no porta-malas - aonde vai me levar? - insisto pela última vez.

- Até onde a senhorita quiser - o italiano abriu o porta-luvas e colocou sobre a cabeça um quepe preto que estava dentro. Dei uma risada, não sei o que Luigi estava com a cabeça de se fazer de meu chofer, até parecia que o destino tinha me dado a oportunidade de realizar aquele delírio erótico que tive meses atrás...

Mas pensando bem, Luigi seria capaz de me espionar e invadir meu celular, vasculhar minhas anotações no notas e fingir que tudo tinha sido uma mera brincadeira que resultaria numa transa quente dentro do carro? A resposta é com certeza. Luigi era cara de pau o suficiente para fazer isso.

- Se importa? - faço que não com a cabeça e ele retira a gravata, abrindo alguns botões e reclamando do calor infernal que estava fazendo. Sendo guiado pelo aplicativo, Luigi vai pelo caminho mais longo. Tinha a impressão de querer ficar preso no congestionamento do centro.

Aliás, nem sabia para onde estava me levando.

- Você clonou meu celular? - as palavras saem da minha boca. Preciso trabalhar na maneira como me expresso diante situações tensas, lembro-me daquela vez que pensei estar mudando a ideia de Luigi de roubar meus órgãos e vender no mercado negro. Não presto para beber, essa era a verdade.

E o pior, nem era a minha espontaneidade excessiva quando tomava algumas taças de álcool, era o descaramento do italiano ao volante.

- Se Jesus clonou o pão, por que seria errado clonar seu celular? - admitiu sem nem pestanejar, sem sombra de arrependimento ou vergonha. Arrisco em dizer até orgulhoso do seu ato.

- Só podia ser filho da megera mesmo! - tiro o cinto de segurança e me sento no banco do meio, chutando seu braço enquanto o descarado continua sorrindo - ainda tem a audácia de achar graça disso? Posso de processar por clonagem de celular, perseguição e importunação... - sua mão segura meu tornozelo, prendendo-o enquanto faz uma curva na rodovia ganhando algumas buzinadas de insatisfação dos outros motoristas. Tento não achar ele tão sexy dirigindo com uma mão enquanto mantém minha perna imóvel com a outra e falho miseravelmente - me larga Luigi!

- Porque eu te largaria? - estaciona o carro bem rápido num terreno baldio do lado da estrada e vira-se para mim - não vai me processar por perseguição e importunação? - ele retira o cinto de segurança, vindo lentamente ao meu encontro no banco traseiro - seria um ótimo plano te sequestrar. Se você não aparecer, não terá processo e consequentemente, não terá casamento. Pense bem Carolina, você nem queria se casar mesmo.

- Isso é você que está dizendo - seu corpo fica no meio do carro, seus braços sustentando seu corpo sobre o meu - mas no fundo você sabe que no final vou me casar com Matteo, vamos cuidar dos gêmeos e ser uma família feliz. Bem longe de Kai o tirano - me surpreendo quando ele segura minha bochecha com uma mão, forçando minha boca a se calar.

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