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Grávida de um mafioso romance Capítulo 230

Tinha certeza que minha discussão com Matteo aconteceria em breve, mas assim que sentamos á mesa previ que seria inadiável. Pela sua maneira de me olhar, parecia ter algo entalado na garganta, o que não me deixou desviar a atenção por mais que estivesse na presença de Carolina e Will na mesma mesa.

Respondi com meu melhor olhar desafiador, normalmente não pagaria para ver, entretanto o julgamento explícito no rosto do loiro faz despertar uma Mariana implicante. Seria questões de segundos para alguma coisa depreciativa sobre as minhas escolhas sair da sua boca...

- O seu cabelo... - começou ele.

- O que tem o meu cabelo?

- Está bonito.

- Obrigada.

- E a moto lá fora... - olha de relance para a saída, onde podia-se ver a bela Suzuki setecentos e cinquenta preta estacionada.

- É minha - digo com orgulho, jamais deixaria Matteo ou qualquer outra pessoa saber que chorei duas horas no banho depois de me arrepender de comprá-la.

- Tem carteira?

- Tenho.

- Você não sabia dirigir - o loiro cruza as mãos em cima da mesa, pose oficial de entrevistador. Os olhos azuis brilhando de incitação enquanto analisava minha linguagem corporal. Fico atraída pela pergunta que se forma na ponta da minha língua, por acaso eu tinha matado alguém para ser tão averiguada?

- Agora eu sei - sorrio convencida, ele nunca saberá dos meus surtos durante as aulas na autoescola e muito menos da minha vontade de chorar quando dava partida na moto. Não me leve à mal, não sou orgulhosa e nem tenho vergonha de admitir meus erros. Pelo contrário, estou muito feliz de ter superado o medo de estar no domínio de um veículo e também superado o medo de tomar as rédeas da minha vida, somente não gostaria que Matteo soubesse do meu esforço, tem pessoas que não merecem saber.

- Como assim "agora"? - ele pergunta e nem se dar conta que Carolina, com seu tique nervoso, tremia uma das pernas. Sinal que estava perdendo a paciência. Eu poderia intervir, poderia ceder e focar no que realmente interessa, mas não sou a Mariana de antes. Na vida existe uma cláusula sobre ceder que ninguém te conta. Quando se é uma pessoa solícita e pacifista, é esperado pelas outras pessoas que você seja a primeira a ceder, a primeira a estender a mão e a primeira a resolver qualquer B.O. Você se sobrecarrega, vai cedendo pelo bem maior até perceber que está abdicando de si mesma.

E devo admitir que gosto de ser o centro de toda a atenção do italiano com olhos da cor do mar, como outrora descrevera Carolina.

- Fiz aulas particulares e Will me ajudou - ofereço um sorisso sincero para o moreno sentado do meu lado, e por "ajudou" quero dizer que o obriguei a me ensinar, era uma forma de me indenizar por falar inglês desde quando nos conhecemos - ele é um ótimo motorista.

- Ótimo? - Matteo debocha - esqueceu-se de quem está elogiando? Will não vale o que os porcos comem...

- E você vale mais que ele? - ele fica estático, até mesmo eu me surpreendo e me arrependo no mesmo instante. Que direito eu tinha de diminuir o que homem ao meu lado fez com o homem que eu estava tentando superar?

Se estabelece um silêncio incômodo, ninguém se prontifica em quebrá-lo, nem mesmo Will quebrador de silêncios constrangedores.

***

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