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Grávida de um mafioso romance Capítulo 232

A resposta veio como beijo. Sabia que ele não seria capaz de viver se me deixasse escapar outra vez, se renunciasse ao que tanto buscou a vida inteira, um lar pelo qual voltar todas as noites e uma família pela qual proteger com unhas e dentes. Um motivo e um recomeço.

Seu beijo é lento e respeitoso, um beijo contendo amor calmo e sincero. Seus lábios desgrudam dos meus quando ouvimos uma risada de criança. Sou surpreendida quando Luigi sai correndo na direção da risada, não perco tempo em segui-lo.

- Luigi, espera! - agradeço pela Sra. Lafaiete ter feito a parte da frente do vestido de noiva curto o suficiente para não atrapalhar enquanto corro atrás de Luigi. Entramos no corredor com vários provadores e paramos no final dele, na frente de uma porta entreaberta. Fito o que Luigi olhava lá dentro, uma mulher repreendia um menino loirinho pequeno que sorria alegremente, o repreendia por correr e fazer barulho no local.

A mulher e muito menos o menino viu quando Luigi se virou, ofegava e tinha o olhar perdido. Apenas eu o enxergava naquele limbo.

- Me fala amor, o que aconteceu com você? O que aconteceu durante o tempo em que você ficou desaparecido? - seu olhar encontrou o meu preocupado, estava prestes a dizer algo porem como sempre, algo interrompe sua resposta. Era o seu celular tocando, Guilia para ser mais exata.

Não tenho nem como ficar com raiva dela por interromper o momento, no mínimo uma saudade imensa invadia meu peito toda vez que pensava nela. Me apeguei a minha cunhada de maneira que tinha relevado ela ocultar que Luigi estava escondido na mansão enquanto todos acreditavam que ele continuava desaparecido. Era compreensível que os dois se protegeriam custe o que custar e foi nesse momento que compreendo que a resposta estava debaixo do meu nariz o tempo todo. Giulia era a resposta. Guilia era a confidente de Luigi, ela sim poderia me dar respostas que Luigi não conseguiria me dar, pelo menos por hora.

- Sério? Meus parabéns irmã! - fico atenta a sua conversa, pelo contexto acredito que Giulia tenha dado a luz e que nesse minuto estava dando um esporro em Luigi por não visitá-la no hospital e nem por dar notícias sobre mim e os gêmeos. Meu coração se aquece pela preocupação dela, Giulia seria uma perfeita mãe e uma excelente tia, disso não podia duvidar.

O italiano revira os olhos algumas vezes, como ele disse uma vez, sua irmã podia ser insuportável. A verdade era que ela era mimada e mandona (uma legítima Benacci), porém nunca diria isso em voz alta, nunca trairia minha cunhada desse jeito.

Por fim, Luigi decide terminar a conversa com Giulia em outro lugar e foge da pergunta com essa desculpa, mando uma mensagem animada para o loiro do banheiro enquanto voltava ao meu provador, informando que sabia quem poderia contar a verdade sobre Luigi e estou envolta demais na atmosfera feliz para me dar conta que Meredith tinha entrado no provador com uma bandeja pequena contendo uma xícara de chá de camomila.

- Se me permite perguntar, quem era aquele homem? - pergunta ela porque provavelmente viu Luigi entrando ou saindo do meu provador.

- Meu amante - digo tão casualmente e tão obstinada a responder Matteo sobre o que tinha acontecido segundos antes com Luigi e o garotinho, que nem percebo a expressão boquiaberta da jovem ainda segurando a bandeja. Somente noto quando envio a mensagem e ergo minha cabeça.

- S-seu amante? - ela repete, as bochechas ficando coradas junto com as minhas. Estava ficando tão natural todo o plano do loiro do banheiro que as vezes me esquecia que as pessoas de fora não eram npcs, que as pessoas que estavam de fora do plano não sabiam que era um casamento de mentira. E consequentemente, não sabiam dessa brincadeira de amante que Luigi inventou.

Ai meu Deus, que vergonha! É em momentos assim que o anjo no céu poderia tocar a primeira trombeta do Apocalipse.

- Estou brincando! - ambas soltamos uma risada sem graça, na intenção de tornar a cena menos embaraçosa, como se fosse algo corriqueiro em minha vida dizer que tenho um amante e como se no trabalho de Meredith fosse natural levar amantes para opinar nos vestidos de noiva que sua chefe confeccionava.

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