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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 101

Eliz

Depois de ouvir a conversa entre Adam e a curandeira — e de ouvi-lo marcar o procedimento — resolvi fugir novamente.

Não sou burra, nem quero morrer; ainda acho que vou conseguir.

Não resisti ao aconchego gostoso nos braços de Adam; mas, quando ele saiu do quarto, percebi que precisava fugir. Catei o vestido que havia colocado cuidadosamente ao lado e pulei pela janela. Corri pela lateral da casa. Ao ver dois carros conhecidos estacionados, fiz um agradecimento mental à deusa: Atenor estava no carro ao volante. Corri e me joguei no banco de trás.

— Dirija, rápido!

Atenor ligou o motor e saiu devagarinho para não chamar atenção.

— O plano não envolvia você ficar até o fim da gestação com ele? — perguntou, observando as marcas em meu corpo.

— Para de me olhar! Vamos para o plano B. A curandeira disse a Adam: “é o filhote ou eu”. — Falei, passando o vestido pela cabeça apressadamente.

— Minha companheira me deu permissão para olhar você; aliás, ela me ordenou que cuidasse das suas necessidades. Quanto ao Adam, já imagino a reação.

— Ele marcou o procedimento na mesma hora.

Passamos pelos sentinelas; Atenor e eu não tivemos motivos para parar. Provavelmente Adam nem tinha percebido minha falta ainda.

Ao sairmos pelo portão, ouvi um rugido estrondoso e ferido que doeu no meu coração. Fez Nara — que já estava fraca por proteger os filhotes — dar um sobressalto de dor.

Atenor acelerou e deixamos a matilha do Norte para trás.

— E então, qual é o plano B? — perguntei.

— Procurar o Gustavo.

— O pai do Gael. Por quê?

— Espero que ele tenha respostas para te manter viva.

Gustavo

No meu escritório, sigo com as tarefas de praxe: assino documentos e participo de reuniões administrativas. Mesmo que minha alma esteja sangrando, isso e ser um alfa. Você não pode parar para lamber suas feridas sossegado.

Embora meu filho e eu tivéssemos divergências, nunca imaginei ter de recolher seu corpo. Um pai não costuma se preocupar com a morte do filho; ele sempre acha que a morte chegará primeiro para ele.

O telefone toca.

— Senhor, alguém chamado Atenor quer falar com o senhor. Posso passar a ligação?

Um lobo, de verdade? Ótimo... mais problemas.

— Pode passar.

— Gustavo, estou passando por perto do seu escritório e preciso falar com o senhor. Que tal um almoço?

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