Adam
Ela segurou meu membro e me guiou até a cama. Eu estava sendo literalmente levado pelo meu próprio desejo.
Deitou-se de costas e, sem hesitar, encaixou meu membro em sua entrada já escorregadia. Eu até pretendia prolongar, mas ela não deixou. Suas mãos maliciosas passeavam por todo o meu peitoral enquanto eu a preenchia.
— Perfeita para mim, como sempre.
Meus lábios expressavam o que sentia, em cada pedacinho do seu corpo —
lambendo,
sugando,
mordendo.
Vi uma lágrima escorrer no canto do seu olho e parei.
Ela me segurou.
— Continue... por favor, Adam. Eu quero você.
Puxou-me para um beijo cálido, que foi se aprofundando, me convencendo a continuar. Quando o prazer dela veio com tudo, me arrastou junto. Depois disso, quis beijar cada parte de seu corpo, mostrar que cada pedaço dela respondia a mim, assim como o meu a ela.
— Adam... é muito... hum... — seus gemidos me deixavam ainda mais faminto por estar dentro dela novamente.
Ela arqueava o corpo, arranhava minhas costas, deixando marcas que eu queria carregar.
— Eu te amo, Eliz.
— Eu também te amo, Adam.
Aquelas palavras me levaram ao céu. Eu não esperava que ela me respondesse — não agora, com tudo acontecendo. Também não esperava o que veio a seguir, tanto amor em nosso leito. Foi a melhor surpresa que eu e meu lobo, Igor, já tivemos. Senti-me um bobo, leve e completamente apaixonado.
Peguei seu pequeno pé e comecei a distribuir beijos. Quando cheguei à coxa, um barulho dos guerreiros e das fêmeas me fez parar — estávamos sendo invadidos. Soltei sua perna com cuidado.
— Fique aqui! — ordenei.
Transformei-me em lobo.
Dei de cara com o Beta Amiel e o Gama Antero na minha sala.
— Você tinha prometido se comportar — disse Antero, com o tom de quem fala com um adolescente. E o pior é que eu realmente me encolhi, envergonhado.
— Calma, Beta. Chame ela e vamos esclarecer isso de uma vez.— falou o Gama.
— Bem... foi um pouco corrido. Conversar não é bem a palavra. Mas ela ouviu a curandeira. Ela sabe que vai morrer se levar essa gravidez adiante.
Subi as escadas às pressas e abri a porta do nosso quarto. A cama estava vazia, nosso cheiro ainda impregnado por toda parte. Olhei no banheiro — nada. Comecei a abrir porta por porta do andar de cima. Nenhum sinal dela.
Um rugido profundo saiu do fundo da minha alma.
Quando me virei, vi os dois machos subindo correndo, prontos para atacar. Mas pararam ao me ver no meio do corredor — derrotado, tentando conter as lágrimas. Porque lobos supremos não choram.
— P*rra, cara... ela fez isso comigo de novo — murmurei, enxugando os olhos.
O Gama me deu um abraço inesperado.
— Vamos achá-la, Adam.
— Você ouviu a curandeira! Ela vai morrer! Ela preferiu ter os filhotes dele, p*rra!
Um soluço involuntário escapou da minha garganta, e eu o abracei de volta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...