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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 108

Eliz

Virei-me, peguei um vestido e o vesti com cara fechada.

O sexo com Adam era incrível; o problema é que eu sempre ganhava uma humilhação misteriosa em seguida.

— Vai querer que eu desça sem roupa também, Supremo? — provoquei.

Olhei incrédula para o macho que agia como um adolescente gigante naquele exato momento.

— Não. Você já andou mostrando o que é meu demais por aí. — Ele abriu a porta e gesticulou para que eu passasse.

Comecei a descer à frente, mas ele colou em mim, a mão pousando na minha cintura de forma possessiva.

A mesa estava posta com requinte.

Quando me sentei, todos os olhares me acompanharam — meu cheiro provavelmente tinha chegado antes de mim.

Lívia quase cuspiu a bebida, segurando o riso; Amiel e Antero sorriam descaradamente, olhando para Adam, quase lhe parabenizando.

Ania, como sempre, estava alegre e amorosa — fadas não têm olfato tão apurado quanto o nosso.

Atenor nos lançou uma rápida olhada e logo voltou sua atenção para Ania, oferecendo-lhe um petisco na boca. Claramente não era a resposta que Adam tinha pensado.

— Estou feliz que vocês se entenderam. — disse Lívia, por fim. — Diferente dos humanos que se escolhem, aceitar o vínculo que a deusa impõe pode ser um pouco turbulento.

— No nosso caso, mesmo que a deusa não nos unisse, nossos pais e o rei já tinham selado nosso destino. — falei, ajeitando o guardanapo no colo, nervosa.

— O contrato é de um ano. Vocês poderiam ter se contido: os dois estão marcados. — pontuou Amiel, entre uma garrafa e outra.

O que eu poderia dizer?

— Ela me amarrou com fio de prata no dia em que me marcou. Montou-me e me marcou. Foi incrível. — disse Adam.

Senti o calor subir pelo rosto.

Devia estar mais vermelha que uma pimenta madura.

Eu não acredito que ele falou isso em voz alta.

A humilhação seria o auge da minha noite.

— Me lembro de algo parecido comigo, é ótimo sentir que elas tem tão pouco controle quanto nós, se tratando do vínculo. — Antero disse sorrindo.

Como filha única, levei tempo para me acostumar com conversas alegres à mesa, com provocações disfarçadas de carinho e com a partilha dos problemas em família.

São coisas simples, mas preciosas — que filhos únicos e cheios de regras, como ele e eu, nem sempre têm.

— Na verdade, eu sempre quis irmãs. — falei mentalmente, observando a alegria da mesa.

— Não se dorme com irmã, Eliz. — respondeu ele, provocante.

Sorri, encarando-o.

— Está com inveja. — brinquei. — Ania tem o dom natural de nos fazer sentir leves. Até você agora está sem aquela nuvenzinha negra sobre a cabeça.

Ele me olhou como se eu fosse um enigma.

— Eu sou um Supremo. — disse, como se isso bastasse para defini-lo.

— E daí? — retruquei. — Você também é o Adam. Eu vi suas fotos sorridentes ao lado da Kaia.

Ele engoliu o bife, a testa franzida, pensativo.

Antes que nossa conversa mental terminasse, uma serva aproximou-se e anunciou que alguém tinha vindo me visitar.

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