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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 125

Adam

Minha mãe havia prometido, no leito de morte da mãe de Kaia, que a protegeria; cuidou dela como se fosse uma filha. Eu não queria ver a cara de decepção dela. Só que tudo tem limite. Kaia estava se aproveitando para manipulá-la.

A vagabunda encolheu-se, assustada.

— Nunca mais volte à minha casa. — Segurei-a pelo pescoço, levantei-a quando seus pés saíram do chão e seu rosto tomou uma tonalidade vermelho-arroxeada. Meu pai rosnou meu nome e eu a soltei. Ela caiu com um baque surdo no chão.

— Eu ajudo você a se levantar. — Eliz agarrou-a pela nuca, arrastou-a trombando nos saltos; ainda segurando o pescoço, ofegante, a jogou porta-fora.

— Pai, você deveria ter me contado que também estavam te atacando.

Meu pai deu de ombros, olhando para mim.

— Acho que você já tem o suficiente nas mãos.

Minha mãe parecia mortificada, mas não desistiu.

— O problema continua. Mesmo que não seja Kaia, ela terá que ter um herdeiro o mais rápido possível.

— Hum. — O medo do meu lobo de ficar longe da parceira de novo era tão grande que me paralisou por um segundo; mesmo assim ela falou o que precisava ser feito. Senti Igor paralisar dentro de mim. — Farei uma reunião com meus alfas. Isso acaba esta semana. Aguentem só mais um pouco.

Meu olhar encontrou o de meu pai; ele acenou afirmativamente.

— Se cuida, filho.

Eles foram embora prometendo mandar Kaia de volta para as tendas no meio da floresta, desta vez com o pai. Tudo o que ela mais amava — o luxo, a nata dos lobisomens ao seu redor, as festas, o cartão com uma grande quantia para seus caprichos — Kaia perdeu tudo.

Despedi-me dos meus pais e os acompanhei até o carro.

Quando voltei, a expressão obcecada de Eliz me deixou apreensivo.

— E então, Adam, quem é a terceira loba? — Por Selene, será que ela não percebe que isso é uma péssima ideia?

— Ayleen.

Vi os olhos dela se abrirem e a boca formar um perfeito "o".

Ela começou a se transformar. Nara, magnífica em sua pelagem branca e brilhante, a meia-lua na testa mudando de cor conforme a luz do sol a tocava. Perfeita.

Ela uivou, me chamando; saí correndo, ganhando vantagem.

Aceitei o desafio e soltei minha fera: Igor, pela primeira vez, estava livrepela mata com Nara, correu atrás dela com segundas intenções.

Entramos mata adentro; as patas pareciam voar. Atravessamos o córrego que corta minhas terras. Igor, em vez de se lançar contra ela como da primeira vez, deixou-a cansar até chegarmos a uma clareira. Ela estava cercada por rochas altas — só sairia dali se pudesse voar.

Igor deu um sorriso predador. O vento ao nosso redor parecia mudar; a brincadeira leve transformou-se numa caçada. O sussurro entre as árvores soava como um cântico antigo que nos embalava. Nara também sentiu — surpreendeu-nos ao virar-se e empinar o traseiro para Igor, liberando todo o cheiro de sua excitação, tomando nossos sentidos.

— Isso é errado — sussurrei, mas não me afastei.

A loba levantou-se e começou a nos rodear, liberando seus feromônios ao redor. Seduzindo e tomando todos os meus sentidos e minha força de raciocínio.

Eu sabia o que ela me pedia: se Igor a montasse, ela certamente carregaria um filhote poderoso em seu ventre.

Eu me odiava por querer aquilo, mas tampouco tinha forças suficientes para impedir.

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