Eliz
No meu escritório, no escuro, sigo pensando no meu último ano apocalíptico. Minha melhor amiga, Lívia, casou. Minha segunda melhor amiga, Ania, que tinha sumido, eu reencontrei… em lua de mel com o cunhado da Lívia! Ela é companheira do irmão de Antero, companheiro de Lívia. O Leon achou sua companheira Raila, uma Luna que eu mesma ajudei a tirar de seu companheiro, que tentou matar sua loba. Pior: eu gosto dela. Ainda lhe desejei felicidades e me afastei discretamente.
Jogo a garrafa de vinho — que esvaziei inteira — no lixo. Preciso de algo mais forte para esquecer a última notícia: fui informada que minha antiga matilha está sendo diluída, em retaliação a mim, por não ter casado com o supremo. Ele vem comprando e incorporando nosso território.
Liguei para ele, tentei persuadir, fazê-lo ver a razão — ele é quem agiu errado. Não funcionou. Então, implorei. Não por mim, mas pela minha matilha. Deixei meu orgulho de Luna verdadeira de lado e desci ao ponto de implorar. Não obtive resultado. A resposta do infeliz ecoa na minha cabeça:
— Sem você, a matilha perderá o poder ancestral. Sem poder, vira comum... Pra quê mantê-la? Ou você vem como está no contrato, ter nossos filhotes aqui, ou não fica terreno nenhum para sua matilha correr. Serão renegados.
Me levanto para pegar a vodka quando Nara, minha loba, intervém:
— Pare com isso! Você tem vinte e dois anos agora.
— Claro! E o que você sugere, Nara? Opção um: vejo minha matilha — onde nasci, onde meus ancestrais estão enterrados — desaparecer, e meus lobos ficarem sem território. Ou número dois: Largo tudo que construí aqui, me acasalo com um macho que não nos respeita e que, muito provavelmente, vai nos fazer de capacho como as lobas que salvamos? — pego a maldita vodka e tomo um gole direto do gargalo.
— Ele é NOSSO companheiro. E ele nunca ficou sabendo disso pra se retratar. — lá vinha ela com esse discurso de novo…
— Ele não nos quer, Nara. Ele quer o poder, o legado… um filhote poderoso para se orgulhar.
— E você é muito dramática. Vai que ele é incrível na cozinha e na cama? — ela rebate, me deixando sem palavras.
Realmente… se ela quer tanto isso, é injusto negar, já que nunca dei uma chance ao seu lobo.
— Com uma condição: Você me ajuda a pegar a liderança da matilha do Sul. Além de qualquer erro dele, eu vou embora. Se houver um filhote, ele virá comigo. E você vai me apoiar sem reclamações.
— Certo. Eu não pedirei por ele… "SE" ele nos trair. E estarei do seu lado quando pedir a liderança da nossa matilha.
— Trato feito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...