Eliz
Meu humor azedou completamente. Depois do meu encontro com a bruxa Gladis, não tirei mais o colar enfeitiçado do pescoço. Aliás, adicionei mais três: uma gargantilha de couro, uma meia-gargantilha e uma corrente de ouro — todos enfeitiçados como escudo, as palavras da bruxa ecoando na minha cabeça. Hoje coloquei um top de couro e um short curto de couro também, um casaco por cima escondendo minhas adagas e uma bota militar.
Entro no meu carro, agora tenho um Jeep Wrangler branco com detalhes azuis, e passo as ordens a Mili, que agora trabalha no abrigo, depois que seu antigo mestre quase a pegou de volta. Ela se sente mais segura aqui.
Buzino na porta de Lívia, que desce com nossa nova amiga: uma fêmea diminuta, loirinha, parece uma anjinha. Ela virou nosso equilíbrio. Seu nome é Ania e, pasme, quando soube que ela, na verdade, é uma fada.
— Então, a nova fêmea vai ser difícil. — Eu tinha sido encarregada de vigiar uma Luna que está sendo chantageada pelo companheiro. Ela, bem treinada e com ótimas influências, tinha sido útil... até aparecer a destinada dele, e ele envenenar a loba dela, quase a matando no processo. A Luna tem vigia na porta, na janela... só falta espionar ela no banheiro. São muitos, não tem como ser silencioso.
— Então vá com a sua equipe. Infelizmente estarei parada esses dias. — Lívia parada? Continuei entregando fotos e provas que ajudarão Lívia a ganhar o processo para a Luna.
— Eliz, adivinha quem achou o companheiro? — a fada arrebita o narizinho arrebitado, seus olhos Marreiros denunciando a nova fofofca em direção a Lívia.
— Sério? — parei minha mão no ar, estática com a surpresa.
— Sim. Ele não sabe meu nome, nem quem eu sou, por enquanto. Pensei em fugir, mas vou esperar e ver se estou grávida primeiro. Se não estiver, eu o rejeito.
— Você acha que é fácil assim? Deixa eu adivinhar... o vínculo foi tão forte que você pulou o nome dele e foi logo na parte do “deita e rola”? — pergunto. Ela segue olhando as imagens no laptop como se falasse do tempo. Lívia não faz ideia de onde está entrando. Eu tento há anos fugir do Supremo e sigo como uma drogada em abstinência — um dia por vez.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.