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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 150

Algo em mim apertou. Se eu tivesse percebido antes, poderia ter sido mais atenciosa e intensificado o prazer dele — nada que eu não pudesse compensar agora, já que Adrian me conduzia, sem qualquer disfarce, até a cama.

Ele sugou meus seios e explorou meu corpo com calma, descendo até a parte íntima. Uma lambida lenta, de baixo para cima, me fez arquear.

— Jesus! — gritei, segurando seus cabelos com uma mão e arranhando suas costas com a outra.

Ele parou, estático, e ergueu a cabeça. Quase chorei com a perda do carinho.

— Quem…? — soou mortificado, o olhar perdido em mim.

Empurrei sua cabeça de volta; não queria perder um segundo do que ele me fazia.

— É só uma expressão! Não para, Adrian. Não para!

Meu corpo buscava o dele com urgência. Senti‑o rir entre minhas pernas, sua respiração quente, e me desfiz em orgasmo.

Não deixei barato: lancei‑me sobre ele, derrubei‑o na cama e comecei a provocá‑lo. Primeiro as mãos, uma massageava a glande com movimento circular, a outra envolvia todo o membro enquanto o polegar massageava delicadamente seu freio peniano.

Quando seu pré sêmen o deixou todo escorregadio, sentei sobre ele num movimento rápido e certeiro. O olhar surpreso e o arfar contido me fizeram sentir poderosa; rebolava, abrindo e fechando os joelhos, ganhando ainda mais controle.

Ele cerrava a boca para não soltar som, mas já sabia decifrar aquele uivo contido. Suas mãos agarraram meus seios; os olhos pareciam hipnotizados.

— Quero ouvir você uivar. Se solta, lobo.

Não precisei pedir duas vezes. Ele fechou os olhos; quando os abriu, estavam vermelhos. O uivo ecoou e me incendiou, fazendo‑me deslizar sobre ele.

Ele despertara algo novo e faminto dentro de mim.

— Eu vou gozar...— Adrian avisou, me dando a escolha.

Estremecemos juntos com tanta intensidade que senti um torpor leve. Joguei‑me exausta sobre ele, quase desmaiando de prazer; estávamos suados. Seus braços me envolveram e acariciaram minhas costas, das escápulas até a cintura. Arrepiei‑me; minha intimidade já se umedecia de novo.

Levantei a cabeça e encontrei seu olhar. Recitei meu novo mantra em silêncio: errar uma vez é humano; duas, burrice.

— Você foi ótimo. — Dei‑lhe um beijo rápido.

Enrolei‑me no lençol, atravessei o guarda‑roupa, peguei um pijama e fui ao banheiro. Adrian segurou meu pulso; suas sobrancelhas se juntaram, o olhar questionador e algo como decepção. Uma frieza me atingiu no peito.

— Por que está me dispensando, Vanessa? Fiz algo errado? Te desagradei?

— Já disse que você foi ótimo. Mas dormir abraçadinhos é coisa de casal antigo. Ainda estamos nos conhecendo.

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