Artemísia
Quando um lobisomem com quase dois metros de altura, claramente treinado para batalhas, te encara de perto, é impossível não tremer.
Quando Aquiles e Aerin se afastam, tento me recompor do primeiro choque.
— Vamos entrar? — faço um gesto com a mão, indicando a entrada.
Ele me segue em silêncio. Meu avô está no escritório, então sigo direto para o meu quarto e tranco a porta assim que ele entra. Resolvo ser direta.
— Felipe… sem esse negócio todo de contrato. O que você espera de mim?
Por alguns segundos, achei que ele não tivesse ouvido. Estava prestes a repetir quando ele finalmente falou:
— Tenho vinte e oito anos, Artemísia. Você sabe muito bem o que eu quero.
— Seja específico, por favor.
— Quero manter minha alcatéia e minha família seguras. Para isso, preciso ficar casado um ano com você, como estipula o contrato. Nesse período, você será apenas minha. Não quero você me envergonhando, descendo pelos ares agarrada a outro macho. Não sou exigente.
— Posso cumprir isso.
— Então estamos de acordo. Quando quer marcar a cerimônia de posse como Luna?
Presunçoso.
— Não vai me perguntar o que eu espero de você, Felipe?
Estreito os olhos.
— O que todas as fêmeas querem: proteção e fidelidade, minha Luna.
Seu corpo muda de postura. Já não parece zangado.
— Quero ser Luna da Matilha do Sul, não de Garras de Gelo.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...