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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 166

Artemísia

— Já decidimos tudo o que precisávamos. Vamos descer.

Falo encabulada.

— Claro, minha Luna.

O jeito como ele diz isso me aquece, mesmo contra a minha vontade.

Passei a noite me revirando na cama, o que resultou em um péssimo humor matutino.

Após uma discussão no café, subo para o quarto esbravejando. Nem percebo que ele vem atrás de mim. A porta se fecha, trancada por dentro.

— Acha que pode me desafiar o tempo todo só porque seu sangue é Alfa e o meu é Beta, Artemísia?

— Eu não te desafiei. Apenas expus meu ponto de vista.

— Daquele jeito desrespeitoso? Você merece um corretivo.

Solto uma risada involuntária. Ele não teria coragem de me castigar na casa dos meus avós.

— Tente, Beta.

Seus olhos clareiam, revelando o lobo. Ativei algo errado nele. O modo caça. Não... virei rápido e tentei correr.

Felipe me segura pela cintura e me ergue como se eu não pesasse nada, apesar dos socos e chutes. Ele prende minhas mãos acima da cabeça.

— Você me provoca e depois quer correr? hum,hum.

Com a mão livre, rasga minha roupa de baixo de cima a baixo. Quando sinto suas garras afiadas roçarem minha pele, arqueio as costas fico imóvel, com medo de me cortar.

— Muito inteligente. Agora fique bem quieta, se não quiser piorar a situação para nós dois.

Ele passa o pé entre os meus, afastando minhas pernas. Algo estava errado: em vez de medo, sinto curiosidade.

Felipe passa a mão do pescoço até a base da minha coluna, me dá um tapa na bunda, pegando-me de surpresa. Não usou toda a força, mas ainda assim doeu.

— Desgraçado. Filho da puta — rosno entre dentes, para não chamar atenção.

Ele aproxima a boca do meu ouvido. — O primeiro foi pelo mau comportamento no café da manhã.

Outro tapa.

— Esse foi por xingar minha mãe.

Mais um.

— E esse por me xingar. Não te ensinaram a se comportar, Artemísia?

Tenho certeza de que vou ficar dias sem sentar.

— Vai pro inferno.

Ele alisa o local antes de dar outro tapa.

Mordo os lábios, segurando qualquer som.

— Agora peça desculpas ao seu Alfa.

Demoro a responder, e outro tapa vem como resposta.

— Desculpa, Alfa — digo entre dentes.

Ele me solta.

Levanto o rosto e o encaro, furiosa.

**Adrian**

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