Vanessa Bragança
Começo a pensar que a próxima vez em que estarei em uma reunião de família será em um funeral. Ivaneide lançou no grupo do aplicativo da família a acusação de que meu noivo a havia assediado e que, ao negar seus impulsos animalescos, ela teria sido agredida.
Levanto da cama e digito furiosamente no teclado do celular. A família está dividida: há quem caia nas lágrimas de crocodilo dela e há quem me defenda com unhas e dentes. Ando tão concentrada que quase atropelo Adrian no caminho.
Não sei quanto tempo fiquei sem respirar, mas sinto que volto a respirar com a presença dele.
Adrian está calado desde o início de toda essa confusão; só agora me dou conta de que tudo o que ele faz é me seguir.
— Precisa de algo, Adrian?
— Você falou que eu sou seu homem.
— E o que tem isso agora? Por Deus...
Começo a desviar dele para dar outra resposta, quando ele me puxa de volta. Adrian me beija como se estivesse esperando por isso o tempo todo; seus braços me apertam e sua boca me devora. Esqueço a briga online e foco apenas nele.
— Adrian...
— Diga de novo.
— Você é meu homem — digo, sorrindo.
Adrian me coloca na cama, e uma urgência absoluta brilha em seus olhos.
— De verdade, você me quer assim?
— Sim. É o que eu quero. E não me importo que metade da minha família diga que minha saúde mental está abalada. Quero seguir contigo.
— Quer que eu dê um fim nela?
— Por Deus, Adrian, não é para tanto.
— Eu mataria qualquer um que encostasse em você.
E o pior é que acredito em cada palavra. Ele realmente teria essa intenção.
Seus lábios descem pela minha garganta e, agora, pouco importa a fofoca da família. Tudo o que me importa são suas mãos passeando pelo meu corpo, o calor entre minhas pernas e meu anseio para que elas cheguem mais abaixo.
Ajudo a tirar sua camisa com ansiedade.
— Então já poderei dormir abraçadinho com você em sua cama esta noite, minha luna?
Enrijeço. Adrian, sensível como é, percebe imediatamente.
Ele levanta o corpo, ficando com um joelho apoiado entre minhas pernas e o outro já no chão.
— Adrian...eu não sou o tipo para romance no momento.
— E eu não sou o tipo que gosta de indiferença. Não sou segunda opção — diz, já se levantando e pegando a camisa. — Você está de luto pelo cara que tentou te matar, é isso?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...