Liliane
A festa tinha sido tão emocionante quanto luxuosa — exatamente como eu esperava de um evento oferecido por um Alfa Supremo. Nunca imaginei conviver com a realeza dos lobisomens, muito menos com a dos humanos… e aqui estou eu, a simples ômega entre eles.
Já que estou aqui, vou aproveitar. Não é mesmo?
Apreciei cada docinho sofisticado, tirei várias selfies com a decoração elegantíssima ao fundo. Consigo até ouvir os gritos de empolgação da minha irmã mais nova quando eu mostrar as fotos.
Apreciei cada docinho sofisticado, tirei várias selfies com a decoração elegantíssima ao fundo. Consigo até ouvir os gritos de empolgação da minha irmã mais nova quando eu mostrar as fotos.
Estou extasiada. Só me pesa um pouco a questão de não ter avisado Aquiles que vou me transformar junto aos meus familiares. Mas não é como se um Alfa real fosse sentir tanto a minha falta.
Logo ele se enturma com alguma fêmea da sua linhagem real, Liliane. Eu repetia em minha cabeça sempre que a dúvida aparece.
Mesmo assim, minha loba acha melhor ficarmos quietas. Afinal, ganhar a fama de “demônio do gelo” tão jovem não é para qualquer um. Meu pai pode ser antiquado, mas não quero vê-lo morto ou levando chibatadas por minha causa.
Existe uma regra entre as ômegas, passada de geração em geração: não seja o alvo do desejo de um Alfa.
A explicação é simples. O quanto de estrago um alfa comum pode fazer quando fixa a atenção em uma fêmea. Agora imagine se esse alfa for um Alfa Real?
Aquiles é doce e amoroso comigo… mas não sei até onde vai sua paciência. Minha obrigação é proteger minha família. Foi assim que os ômegas sobreviveram, unidos.
Eu achava que estava tudo sob controle. Na minha cabeça, passaria pela transformação, daria um jeito de enrolá-los e voltaria; como fiz nesses últimos dois anos.
Mas meu pai foi pessoalmente falar com a Luna.
Meu noivo, criteriosamente escolhido por ele, me deu até os dezoito anos para voltar e nos unirmos.
Revirei os olhos enquanto engolia mais um doce. O camafeu estava divino.
— Achei você.
Sorri, constrangida, por ele me pegar com um prato que parecia uma montanha de açúcar. Embora o dele não fosse muito menor; só que a montanha dele era de carne.
— Você está com uma carinha melhor. A dor de cabeça passou?
Eu tinha usado essa desculpa. Aquiles percebeu minha mudança de humor desde ontem.
— Já… já passou, sim — menti, um pouco.
— Então topa uma dança quando terminar de comer?
Eu aproveitaria cada chance de abraçá-lo. Cada segundo de sentir seu cheiro antes de ir embora.
— Ah! Eu não perderia uma dança naquela pista, com aquele lustre enorme sobre a minha cabeça, por nada neste mundo!
Meu lema e não sofrer por antecipação, sempre que minha ansiedade permita.
Os noivos se despediram da sacada do primeiro andar, e Aquiles ficou em alerta.
— Me dá um minuto? — Ele soltou minha mão e saiu às pressas.
Voltou pouco depois, frustrado. Artemísia vinha ao seu lado, com a mesma expressão fechada.
Pelo visto, os escândalos dos ricos são tão intensos quanto os dos pobres.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...