Luna Vanessa
O meu lobo musculoso, lindo, vestindo apenas uma boxer branca, passeava pela casa como se estivesse completamente à vontade.
Eu não podia acreditar que ele realmente estava fazendo aquilo comigo.
Apertei as coxas, tentando conter o desejo que crescia dentro de mim, enquanto fingia interesse em um livro que encontrei na estante.
— Supostamente eu sou sua Luna… — choraminguei, percebendo que estava a segundos de perder a batalha.
— É justamente por isso que você precisa me deixar completar a ligação. Precisa sentir um pouco do que eu sinto. Precisa ser real para você também.
Meu marido — o homem mais gostoso que já vi na vida — resolve virar celibatário justamente na nossa lua de mel?
Ele se deitou ao meu lado… sem me tocar.
E eu queria tanto ele.
Meu ventre se aquecia só de imaginar sentando nele.
Virei-me de frente, deslizando as pontas dos dedos pela lateral do seu corpo. Vi os pelos de sua pele arrepiarem sob o meu toque. O calor que começou no meu ventre espalhou-se como faísca por todo o meu corpo.
— Sabe… eu trouxe uma algema na mala. Estava pensando em ser sua submissa. Deixar você fazer o que quisesse comigo…
Eu queria muito passar as mãos por cada centímetro daquele corpo esculpido.
— E, pelo que vejo, seu corpo está de acordo com os meus planos.
— É óbvio que está — ele respondeu, passando a mão pelo próprio membro, subindo e descendo devagar, arrancando um suspiro faminto dos meus lábios.
Salivei.
Puxei sua mão e desci com a boca até meu alvo pulsante. As veias saltadas pareciam me chamar. Mas ele colocou o dedo indicador na minha testa, impedindo meu avanço, e me fez sentar novamente.
Ai.
Esse lobo treinou para ser monge por acaso? Como consegue resistir com tanta força de vontade?
Ele puxou minha mão e a colocou sobre o próprio coração. Depois guiou meus dedos pelo abdômen firme… e mais abaixo. Minha intimidade latejou em resposta.
— Você quer isso? — sua voz grave, convidativa, fez meu corpo inteiro vibrar.
Eu queria gritar: sim, mil vezes sim.
Mas ainda restava um fio de orgulho.
Tentei descer a mão mais um pouco. Sabia que, se tocasse onde queria, a determinação dele desmoronaria.
Mas sua mão segurou a minha.
— Vanessa…
— Acho ridículo você querer me privar do seu corpo na minha lua de mel. Sou obrigada a aceitar essa loucura?
Saltei da cama, furiosa, equilibrando-me na parede antes de marchar para o banheiro. Precisava de um banho frio. Raiva e frustração me atingiram em cheio. Meu coração batia acelerado no peito.
Ele ainda iria se arrepender.
Mas meu corpo me traiu.
Voltei.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...