Artemisia
— Uma fêmea tão forte, a ponto de receber visita do próprio Rei, teme ficar alguns minutos a sós com o próprio companheiro?
Sinto-me orgulhosa. Nossos olhares se encontram por um instante.
— As meninas estão me esperando com o caderno, Felipe. Deixe-me ir.
As mãos dele permanecem dentro dos bolsos, mas isso não me tranquiliza.
Ele se aproxima, e meu coração acelera. Dá um passo na minha direção e, que eu seja condenada, se não o acho o lobo mais sexy que já vi. Recuo até encostar na borda da escrivaninha.
— Não gostei de ser expulso, fêmea.— ele ladeia a cabeça e franze o cenho.
Seus dedos passeiam pelo meu ombro e sobem lentamente pelo meu pescoço. Antes que eu consiga raciocinar, ele me beija; esfomeado, possessivo. Sua mão se fecha firme em minha nuca.
— Acha mesmo que vou ficar todos esses dias sem te tocar?
— É um costume… apenas até nossa união — sussurro.
— Um costume humano. E não pense que esqueci todas as vezes que me enrolou nesses dois anos. Tenho uma lista completa das desculpas e dos vexames que me fez passar.
Claro que ele lembraria.
O dedo dele desliza pela gola do meu decote e puxa o tecido, criando uma pequena abertura. Ele abaixa o olhar, observando meus seios. O brilho feroz em seus olhos provoca um calor que nasce no meu ventre e se espalha como uma corrente elétrica. O ar entre nós muda.
Ele me ergue com facilidade — e a força dele me excita de forma vergonhosa. Coloca-me sentada sobre a escrivaninha e se posiciona entre minhas pernas, pressionando o corpo contra o meu. Seus lábios me devoram, e eu correspondo. É prazeroso sentir o quanto ele me deseja.
Suas mãos levantam a parte de cima do meu pijama, e ele me suga, arrancando um arco do meu corpo. Enrolo as pernas em sua cintura, desejando que ele tire minha roupa de uma vez. Ele se esfrega contra mim, e começo a desejar o alívio que ele me proporciona, mesmo temendo a dor que traz junto.
Estou molhada. Ele desce pelo meu corpo, e o toque da sua língua me faz gritar o nome dele. Suas mãos seguram firmes minhas nádegas guiandome até sua boca, ele dá uma longa lambida me saboreando, depois enfia sua língua para dentro e para fora, lambendo até meu outro orifício e um gemo alto me escapa.. Fico à beira do orgasmo, mas ele se afasta.
Abaixa a calça, expondo-se. Massageia-se devagar, e eu observo, hipnotizada. Ele se aproxima novamente, deslizando a glande inchada em minha umidade, provocando.
— Sua boceta é deliciosa — diz, a voz rouca. — Deixa eu entrar, carinho?
Ainda não estou convencida se a dor vale a pena. Fecho os olhos, tentando me concentrar apenas no prazer.
Um tapa firme atinge minha bunda, quebrando minha distração. Seguro a borda da mesa com força. Ele interpreta meu silêncio como permissão e começa a me penetrar enquanto estimula meu clitóris. Minhas pernas ficam moles.
Quando chega à metade, coloco a mão em seu abdômen, interrompendo-o. Ele respira com dificuldade. Em vez de insistir, muda o alvo, explorando meu orifício intocado, ele dedilha meu corpo de outra forma, provocando-me até que eu volte a me render.
— Quero esse cuzinho apertado, minha lobinha… — sua voz sai gutural quando começa a introduzir.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...