Adrian
Acordei, mas mantive os olhos fechados. A tarada da minha companheira continuava lambendo meu membro, engolindo-o por inteiro. Resolvi aproveitar só mais um pouco. Ela acelerou o movimento da boca e perdi a guerra, deixando escapar um gemido.
— Bom dia, amor — Vanessa murmurou, com aquela expressão safada que me desmonta, e eu me derramei em sua boca gulosa.
— Agora que acordou, podemos passear um pouquinho? Quero conhecer o lugar.
Ela deslizou as mãozinhas pelo meu abdômen, e senti o sangue correr para o sul outra vez.
— Ah… me apalpando assim, acho que não saímos daqui hoje.
Inverto nossas posições e começo a beijar o corpo dela. Vanessa arqueia as costas, entregue, desejosa, e faço questão de que sinta o quanto adoro cada pedacinho do seu corpo.
Seus gemidos me enlouquecem. Só saio da cama quando escuto sua barriga roncar.
— Só mais um pouquinho… — minha humana ninfomaníaca pede, fazendo aquela carinha manhosa.
— Depois que almoçarmos.
Ela faz um biquinho, quase me convencendo.
Mas lembro que é humana, e humanos ficam doentes com facilidade.
— Vamos, minha vida.
Levantamos e pego uma carruagem com seis cavalos. Não quero que minha humana se canse andando por aí.
— Olha que lindas, Adrian! Posso tocar? — ela aponta para as flores luminescentes de Arcádia.
— Na volta descemos e fazemos uma caminhada entre elas. O que acha?
— Acho ótimo.
Ela me abraça e me beija como recompensa.
Escolhi um restaurante muito conhecido em Arcádia e pedi uma mesa na sacada para surpreendê-la. Durante o almoço, três fadas pousaram ali, atraídas por algumas moedas de ouro. Os olhinhos encantados da minha fêmea valeram cada centavo. Elas cantaram em sua língua melodiosa, e Vanessa assistia fascinada.
Quando terminaram, ela aplaudiu com entusiasmo. Senti algo bom crescer dentro de mim, algo que não sei nomear. Vê-la sorrir mexe comigo de um jeito profundo. Meu lobo jamais esteve tão tranquilo, e os problemas ficaram em segundo plano.
— Isso foi maravilhoso, Adrian.
Estufei o peito, orgulhoso. Pedimos para viagem os pratos que ela mais gostou.
No caminho de volta, paramos para que ela apreciasse as flores grandes e luminosas que só existem ali. Não resisti… e acabamos trocando beijos intensos em meio às pétalas brilhantes.
Ao chegarmos em casa, minha humana estava grata — e determinada a me recompensar pelo almoço.
Nossa cama não teve um minuto de descanso pelo resto do dia.
Gustavo
A reunião havia sido convocada. Os machos presentes tinham expressões cansadas e desinteressadas. Quando ouviram a nova regra — aceitar machos de outras alcateias — o silêncio que se formou foi esmagador. Logo começaram as afrontas.
— Vocês enlouqueceram? — alguém gritou.
— Achávamos que uma Luna seria melhor que o Demônio do Gelo por ser infértil, e agora ela vai dizimar nossa alcateia!

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...