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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 218

Artemísia

— Desculpa ter chegado sem avisar — disse Vanessa, enquanto eu a abraçava forte.

Tenho amigas lobas, mas acho que elas não me entenderiam. Todas acreditam que ser uma Luna é um sonho encantado. É como se pensassem: você é rica, tem um futuro companheiro lindo… qual é o seu problema?

Gosto da amizade das ômegas também, são divertidas. Ainda assim, Vanessa, mesmo sendo humana, se parece mais comigo. Ela entende o peso que uma decisão errada pode trazer. Vida ou morte para os meus.

— Vocês do Norte serão sempre bem-vindos em minha casa, cunhada.

Abraço Adrian também. Nunca vi meu irmão tão relaxado. Nunca o vi sorrir com tanta facilidade.

As servas colocam mais dois pratos na mesa.

— Este é meu avô, Gustavo, o Alfa oficial de Garras de Gelo até a minha cerimônia.

Todos começam a comer, e Vanessa passa a contar sobre as belezas de Arcádia, deixando as ômegas maravilhadas.

— Onde vai ser sua lua de mel, Artemísia?

Parei para pensar.

— Vô?

— Ah, não. Essa parte eu deixei por conta de vocês. — Meu avô se esquiva.

— Felipe?

— Eu não tinha certeza se você queria uma… — ele responde, desconfiado.

Olho para Vanessa, que exibe um sorrisinho enigmático.

— Vamos pensar em algo.

Liliane e Lucila parecem aliviadas por receber reforço. Logo entram em um debate animado sobre lembrancinhas. Aparentemente, não podem faltar nos casamentos humanos, e Vanessa quer trazer o costume para a minha cerimônia.

Felipe me observa de vez em quando, furtivamente. Talvez esteja pensando o mesmo que eu: o único lugar onde começamos a nos conhecer foi na intimidade — e, ainda assim, eu trouxe problemas junto comigo.

Suspiro, decepcionada comigo mesma.

— Então está combinado assim: vocês cuidam do casamento, e eu cuido da noiva.

— Certo! — Liliane e Lucila respondem em uníssono, batendo palminhas como meninas animadas.

Não consigo evitar ser contagiada um pouco, embora minha mente continue martelando: daqui a dois dias haverá dois funerais. Preciso decidir com as famílias se permanecerão aqui ou se partirão.

Depois do almoço, sou praticamente arrastada pela minha cunhada até o quarto.

— E o que você preparou para a noite de núpcias? — Ela arqueia a sobrancelha.

Sento-me na beirada da cama, confusa.

— Não tive muito tempo para isso. Tenho outro problema.

Pego o laudo da médica do SPA que me atendeu na despedida de solteira e mostro a ela.

Vanessa me encara de boca aberta.

— Você… sério? Já iniciou tudo isso aqui?

Nego com a cabeça.

bônus 78 Sua companheira. Eu? 1

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