Luna Vanessa
Estou sentada na cama, encostada em um monte de travesseiros. A única fonte de luz vem de um abajur no canto do quarto. Beberico mais um gole de vinho tinto suave enquanto uma música baixa preenche o ambiente.
— Ei, companheiro. Tudo pronto para começar?
— Eu não acho uma boa ideia…
— Não vai agradar sua companheira? Então vou procurar um macho que me agrade.
Provoco.
Escuto um rosnado vindo do banheiro, e Adrian sai vestindo apenas uma cueca preta de couro. Que comprei para ele realizar minha fantasia.
Bato palmas.
— Hummm… Agora dança pra mim, lobinho.
Levanto minha taça e aumento o som.
Ele ainda está um pouco tímido, mas só de ver aquele corpo se movimentando, tudo em mim aquece. Quando Adrian percebe minha excitação, abandona a hesitação e vira um verdadeiro dançarino. Aqueles abdominais marcados são minha perdição.
A dança termina, e ele sobe na cama para buscar seu prêmio.
Que entrego de bom grado.
Ele se posiciona sobre mim e me rouba um beijo capaz de tirar o fôlego.
Sua mão desliza pelo meu corpo até alcançar a barra do vestido. Quando chega à minha intimidade, ele para e me encara com um sorriso cínico.
— Nada por baixo, Luna?
— Não quis te dar muito trabalho hoje.
Enrosco-o entre minhas coxas, puxando-o para mim.
* ** Artemísia***
Observo as duas fêmeas pedindo perdão pelos atos dos machos mortos, e meu coração aperta.
Todos conhecemos bem as regras. Não há necessidade de prolongar o assunto.
— Eu sinto muito pelo que aconteceu. Uma compensação será depositada, e vocês terão autonomia para decidir se querem ir para outra alcateia ou permanecer aqui.
Eu apenas seguia o protocolo, mas sabia que ficariam. Dificilmente um alfa aceita a família de um traidor ou rebelde. Seriam estigmatizadas aqui ou em qualquer outro lugar. Em outros tempos, as famílias deles seriam tomadas como escravas. A quantia que enviarei será suficiente para que não precisem se submeter a isso.
— Obrigada, Luna. Preferimos ficar.
— Tudo bem.
Elas se retiram, e um gosto amargo permanece em minha boca. Eu preferia lidar com meu computador; apenas dados, números frios na hora de tomar decisões.
Levanto-me e sirvo uma bebida forte que pertencia ao meu avô.
Começo a digitar o relatório das baixas e o envio para o Rei Lucien.
O álcool faz seu trabalho, deixando-me mais calma, e aprecio a sensação para criar coragem para meu próximo passo.
Estou prestes a cometer um delito cibernético.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...