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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 234

Artemísia

— E onde estão os três mais velhos? — perguntei, cumprimentando com a mão, mantendo uma distância segura de um dos lobos mais bonitos que já vi, filho de uma das melhores amigas da minha mãe: Lívia, o Aziel.

A mãe deles era uma fêmea extraordinária. Tinha acasalado com dois machos; um Gama e um Beta Real. Metade da população lupina a xingava; a outra metade, admirava. Ela teve trigêmeos de cada um dos machos.

—Viemos na frente, ficaram comendo poeira na estrada.

Eram os filhos do Beta Amiel. Altos e atléticos, com olhos verdes floresta e cabelos loiros. Fisicamente, eram mais fortes que os filhos do Gama Antero. E mais competitivos e brincalhões.

—Que feio.

Falei, desenrolando o pergaminho.

—Vão querer descansar da viagem ou preferem que levemos vocês até Adrian e Aquiles primeiro?

As palavras meio que morreram na minha boca.

—Desde quando sabem disso? — perguntei, fazendo um gesto com o braço para que se sentassem.

Sentei-me, puxei os pés para cima, quase sentando sobre meus calcanhares, passei o braço confortavelmente pelo encosto atrás de mim. Não havia necessidade de formalidades; brincávamos desde o berçário, às vezes me faziam de boneca ou comiam catarro na minha frente.

Tinha em minhas mãos um pergaminho: um contrato que minha mãe fizera com Lívia antes do acordo com meu avô. Ou seja, eu poderia trocar meu noivo por um dos filhos de Lívia.

Soltei o ar:

—Acredita se dissermos que soubemos ontem? — ri, encarando-os.

—Claro que sim. Nossas mães são, de verdade, uma força a se considerar.

—Elas não pretendiam usar esse contrato, só em caso de algo sair do controle. Mas sua mãe ligou para a minha, e as duas resolveram brincar de roleta-russa conosco. Deixaram nossos destinos em suas mãos. — Dariel falou de forma muito relaxada para o meu gosto.

—Você sabe como é ser lobo real, responsável por contratos, honra e essas coisinhas que treinamos durante toda a vida.

Eliel tinha o dom de fazer tudo parecer fácil. Aproximou-se lentamente no sofá. Coloquei o contrato em sua mão. O calor dele chegava à minha pele, mas não tinha o efeito que Felipe causava quando ficava à mesma distância.

—Estou a poucos dias da minha união. Muitíssimo obrigada, meus cavaleiros, por virem me socorrer, mas ficarei com o Beta Felipe. — Aproximei-me do seu ouvido, como quem conta um segredo — Estamos tentando ter uma união de verdade.

Ele pareceu desapontado, assim como seus irmãos.

—O que foi essa cara? — conheço-os tão bem quanto meus próprios irmãos.

—Nada… é que… — Aziel, o mais velho, começou, meio sem jeito.

—Pensamos que talvez nos aceitasse pela nossa proximidade…

—Você falou "nos". — joguei a cabeça para trás, rindo. — Que a deusa lhes envie essa coragem. Eu não conseguiria tanto. Já pensou eu com mais de um lobisomem? Não dou conta.

Agora os três tinham um sorriso ladino, sexy e enigmático.

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