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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 235

Felipe

Meu lobo, que costumava dar voltas e voltas furioso em minha mente, agora permanecia sentado em um canto, sem vontade alguma.

Definhando em tristeza.

Sem palavras ásperas, sem se mexer. Apenas observando o mundo pelo meu ponto de vista, como um espectador assistindo a um filme.

Eu só sentia que ainda estava vivo quando me aproximava da nossa companheira.

E nem eu, nem ele, entendíamos como a loba dela não sentia nada do que sentimos.

Será que a deusa errou ao fazer um laço de apenas um lado?

Olhei para as mulheres seminuas rebolando no palco ao som de uma batida grave que definitivamente não era do meu gosto.

Não sentia nada.

Ao menos os machos que vieram comigo estavam se divertindo. Meus dois irmãos desapareceram em menos de três segundos.

O acasalado? A fêmea dele não permitiu que viesse. Disse que preferia dar munição para aqueles dois zombarem dele pelo resto da vida, a perder sua fêmea.

Adrian e Aquiles me arrastaram para uma sala privada, onde ficamos mais à vontade.

Joguei-me no sofá de couro.

— Pronto para sua união daqui a dois dias?

Um arrepio rastejou pela base da minha coluna.

— Sim… parece que estou pronto desde os oito anos. Acreditam?

E realmente estive.

Até a noite em que minha alma gêmea cravou as garras em mim.

Agora… já não sei se sobreviverei à minha cerimônia nupcial.

— Meu pai sempre achou que vocês fossem companheiros — disse Adrian, orgulhoso. — Ele falou que a energia mudou ao redor quando colocou Temi no seu colo.

— Foi por isso que ele foi embora tranquilo? — perguntou Aquiles, virando um copo de bebida de uma só vez.

— Sim. E porque ele confia que treinou bem seus filhotes.

Aquiles ficou segurando o copo vazio entre as pernas, balançando-o no ar enquanto encarava o irmão.

Sei que existe algum drama acontecendo entre eles…

Mas, no momento, estou preocupado demais com o meu próprio.

— Estranhei o fato de tantas humanas estarem se jogando nos machos de Garras de Gelo — observei.

Adrian riu.

— A ignorância é uma bênção, cunhado. Elas só sabem que vão ser muito bem comidas… e que vão receber uma bela quantia na conta. Não fazem ideia de que poderiam ter o pescoço arrancado por uma garra.

Ele deu de ombros.

— Mas todos os machos shifter que entram aqui conhecem as regras da minha boate.

— Engraçado… acho que não fui avisado.

Ele bufou.

— Porque você é o noivo. Não vai querer nenhuma delas.

Aquiles soltou uma risada.

— As regras são simples: elas mandam. Quem decide se quer ou não são elas. E uma vida por outra vida… se matarem uma humana, morrem também.

Ele fez uma pausa.

— E claro… para os reais: nada de nós ou de filhotes.

Revirei os olhos.

Se ele acha que isso não vai dar problema cedo ou tarde… quem sou eu para avisar?

Gustavo

Uma fêmea de cabelos negros, corpo voluptuoso, seios fartos, cintura estreita e um traseiro empinado sentou no meu colo com um sorriso lascivo.

Suas mãos passeavam pelo meu corpo sem pudor.

Ela era uma fêmea madura. Sabia exatamente o que estava fazendo.

Do jeito que eu gosto.

Sem jogos.

Eu tinha um quarto reservado na boate… e pretendia usá-lo hoje.

Consigo ler cada emoção da fêmea que rebola à minha frente. Sua excitação me agrada.

As mulheres que me conhecem geralmente chegam à minha cama com o doce cheiro da excitação… misturado ao leve odor ácido do medo.

Assim que fecho a porta atrás de mim, vejo seus olhos vacilarem.

Aproximo-me devagar.

Seguro seu pescoço com firmeza, mas sem machucá-la.

— Tarde demais para recuar agora…

Começo a beijar sua mandíbula e desço lentamente pelo pescoço.

Sinto seu corpo amolecer em meus braços.

Minhas mãos percorrem seu corpo, encontrando os pontos certos, até chegarem à sua bunda farta, que aperto com força.

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