Felipe
O céu começava a se tingir de laranja e rosa, as nuvens brancas surgiam pequenas e alongadas, e o sol se punha lentamente, parecendo uma pintura. Os anciãos do conselho aguardavam sentados em uma fileira no palco, enquanto o Rei Lucien permanecia de pé, pronto para formalizar nossa união. Meu lobo, incerto sobre ser aceito ou não, movia-se inquieto em minha mente, irritado e perigoso.
— Ela já atrasou dez minutos… será que está bem? — me torturava o pensamento, impossível não imaginar que talvez tivesse encontrado outro lobo e ido embora em busca de riqueza ou poder.
— Felipe, acho que sua fêmea fugiu de novo… — troçava meu irmão em minha mente, ao lado de fora, aguardando para entrar com minha família.
— Cale-se, maldito imbecil — respondi mentalmente, com raiva.
De repente, a música começou. Ajustei meu terno, conferindo se estava alinhado, e minha agitação aumentou.
Meus três irmãos surgiram na entrada, e um calor familiar percorreu meu peito ao vê-los presentes naquele momento tão importante — mesmo que, às vezes, eu quisesse esfolá-los.
Minha mãe entrou, tentando se manter firme, de braços dados com meu pai, mas o brilho úmido nos olhos e o leve aperto no peito denunciavam sua emoção diante do momento tão esperado por nós.
Os pais de Artemísia adentraram a cerimônia como pilares, irradiando força e energia que parecia ecoar por todo o salão.
Minha sobrinha espalhava pétalas de rosas pelo caminho, rindo a cada passo e transformando o corredor em um pequeno jardim colorido.
Então, ela surgiu na porta: linda, confiante, vestida com um modelo que abraçava suas curvas de forma impecável, irradiando elegância e sensualidade a cada movimento.
O rei iniciou a cerimônia, destacando as responsabilidades que agora carregávamos como casal Alfa, e fez um discurso emocionante sobre união, confiança e amor.
— A partir de agora, Felipe será o Alfa de Garras de Gelo e Artemísia sua Luna. Neste momento, abrirei o elo mental dela com toda a alcateia.
**Artemísia**
Fechei os olhos, tentando me firmar nas palavras do rei Lucien. De repente, uma energia esmagadora me atravessou; sentir a consciência de todos os lobos de Garras de Gelo ao meu redor me deixou atordoada por alguns segundos.
Segurando minha mão, Felipe me guiou até a clareira onde ficava o altar da deusa Selene. Assim que nos aproximamos, os tambores começaram a tocar em ritmo forte e hipnótico. Um círculo de tochas iluminava o local, enquanto os lobos nos acompanhavam, atentos, aguardando o momento da nossa união.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...