Entrar Via

Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 240

Aquiles

A união tinha sido consumada pelo rei Lucien, e todos saímos atrás do novo casal para a união dos lobos. Instintivamente, meu olhar corria pela multidão procurando Liliane.

Seu olhar desconfiado encontrou o meu.

Ela temia o que vinha.

Não contive o sorriso. Como um bom caçador, aprecio ver minha presa cair na armadilha. Desviei o olhar para falar com minha mãe e Adam. Não havia como ter uma conversa profunda em meio à multidão, mas a abracei. Queria fazer isso antes que sumisse novamente.

— Mãe! — beijei seu rosto, sentindo seu cheiro reconfortante.

— Adam.

Ele estendeu a mão, mas eu a segurei e o puxei para um abraço. Eu já tinha amadurecido o suficiente para entender o que ele deve ter enfrentado entre piadas sobre criar o filho de outro; mesmo assim nunca deixou de demonstrar carinho por mim, nem de mimar minha irmã até o exagero.

— Me desculpe, cara.

Falei ainda abraçado a ele, que retribuía com um aperto firme. Todos saíam enquanto nós permanecíamos ali, reunindo nossos pedaços.

— Vocês serão avós.

— Eu soube. Estamos muito felizes. Logo será você também. Quando estiver na Alcateia do Sul, vamos te visitar… e colocar alguns pingos nos is, querido. Vá se divertir.

O olhar da minha mãe alcançou Liliane.

Claro que ela perceberia.

Eu não quis retrucar que nunca teria filhos. Naquele momento, isso parecia inútil. Apenas acenei levemente com a cabeça.

Eles se retiraram com elegância.

Inspirei profundamente, tentando calar os sentimentos que me corroíam por dentro.

Eu devia arrastar Liliane para minha maldição?

Uma fêmea sem filhotes… mesmo sendo saudável?

Vasculhei a clareira até encontrá-la do outro lado, na penumbra. Os tambores tocavam num ritmo hipnótico. Artemísia estava no centro, entre gemidos com Felipe.

Olhei para uma árvore mais afastada e vi os olhos da minha cunhada humana brilhando em puro deleite, enquanto Adrian estava colado às suas costas. Eu podia imaginar o motivo.

Quando voltei a olhar para Liliane, ela estava corada, os lábios entreabertos, enlouquecida de desejo.

Mas as regras eram claras: os machos só poderiam se mover quando a fêmea viesse se oferecer ; e somente depois que o casal alfa alcançasse o clímax.

Meu corpo estava pronto, como se o ar que eu precisava para respirar dependesse dela. Minha calça quase rasgava, meu membro rígido sem qualquer pudor.

Então o sinal foi dado.

As fêmeas começaram a se dirigir aos seus machos.

Liliane se moveu.

Meu coração bombeava tão forte que parecia prestes a explodir no peito.

Mas ela abaixou a cabeça, quebrando nosso contato visual.

Seus passos eram largos e decididos.

Seguindo o caminho… de volta.

Meu lobo se enfureceu com a rejeição. Queria correr atrás dela e fazê-la nossa naquele mesmo instante.

Argumentei comigo mesmo que talvez estivesse organizando o casamento. Talvez tivesse ido providenciar algo.

Mesmo que tivesse escapado por agora, ainda estava dentro do meu território.

Só precisaríamos de paciência.

A festa continuava. O cheiro da carne assando era delicioso, a música seguia alta. Mas Liliane não apareceu novamente.

Minha irmã e Felipe surgiram já vestidos.

— Pensei que não veria mais vocês hoje. Fiquei muito feliz em saber que são um casal destinado.

Abraço os dois com entusiasmo.

— Vim só me despedir — disse ela, com um sorriso largo que me deixou feliz.

— Boa viagem, Temi.

— Cuida bem dela, Felipe.

— Pode deixar. E você? Vai ficar aqui ou voltar para o Sul?

— Amanhã volto para o Sul. Tenho algumas coisas para resolver lá.

— Certo.

Eles se despedem de todos pelo caminho.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.