Aquiles
Tentei várias senhas possíveis no computador de Artemísia. Só nele tinha acesso às informações de Liliane.
Gustavo estava sentado à minha frente, observando em silêncio ; o que era estranho, especialmente vindo dele. Quieto demais para o meu gosto.
Eu sabia que ele não contestaria nada que Artemísia fizesse, muito menos depois do desentendimento entre eles. Não iria se opor a nada que ajudasse os machos a se livrarem da maldição. E, se Artemísia era a mais próxima disso, eu também não teria sua ajuda.
— Pela deusa, fale alguma coisa… qualquer coisa.- minha paciência se esvaindo.
Ele levantou as sobrancelhas, parecendo aturdido. Será que realmente também não sabia?
— O piloto já voltou?
Gustavo engoliu em seco, se remexeu desconfortável. Nesse momento, eu já sabia que não iria gostar da resposta.
— Ela ficou com aquele jato à disposição… incluindo os dois pilotos. Como ainda temos mais dois no hangar e os helicópteros, não tinha .otivo para me opor. — deu de ombros.
Sentou-se novamente, frustrado.
— Entre em contato com ela. Já tentei e não me atende.
— Sinto muito. Ela avisou que o lugar onde passaria a lua de mel é remoto. Disse para enviarmos mensagens; responderia assim que pudesse.
Um guerreiro entrou.
— Chamou, Alfa?
— Você estava de guarda na porta?
— Sim, como ordenou
— Quem mais saiu com minha irmã e Felipe?
— Seu irmão com a companheira… e aquelas duas fêmeas amigas da Luna.
Ele parecia puxar a memória, mas eu já tinha ouvido o suficiente. Fiz um gesto para que se retirasse.
**Adrian**
Pego Vanessa no colo. Não quero que se esforce subindo as escadas.
— Adrian, para com isso. Vou morrer de tédio desse jeito. — Ela passa os braços ao redor do meu pescoço. — Eu sou humana, não sou de açúcar. Você não pode me tratar assim a gravidez inteira.
Dou um beijo leve nela, calando suas reclamaçoes de surpresa.
— Quem disse que não posso? Vou mimar você até meu filhote chegar.
— Interesseiro.— Vanessa tem um biquinho manhoso.
— Ei! Quando o filhote chega, o macho fica em segundo plano.
Coloco-a no chão, agora no que é nosso quarto. Aurin fez um ótimo trabalho. A decoração agora tem tons de branco, rosa e dourado, além de vasos de flores e quadros delicados como os que vi no quarto dela.
Ela observa tudo, admirada.
— Ficou muito bom… o nosso quarto, meu Alfa.
Ouvir aquilo me deixa satisfeito.
— Pode mudar o que quiser, quando quiser, Vanessa. Aurin já providenciou a reforma do quarto ao lado. Retiraram tudo e estão esperando suas ordens.- pego um cartão que fiz para ela no que agora e a nossa conta conjunta- Quero tudo do seu jeito.
— Adrian não precisava, sabe que tenho como me manter.
- Agora tudo que é meu. É nosso. O seu gaste como quiser.
-Isso é tão atencioso, Adrian.
Ganhei um abraço apertado e, dentro de mim, em vez de um lobo uivando, parecia haver um gato ronronando. Passei os braços ao redor dela, prendendo-a junto ao meu corpo.
— Estava pensando se quebro essa parede e faço um quarto contíguo… ou se deixo a porta para o corredor. Mas assim, quem vier te ajudar passa pelo nosso quarto, não sei se gosto muito dessa idéia.
Falo passando a mão pelo seu traseiro arrebitado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...