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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 266

Artemísia

A boa notícia era que os machos que vieram não precisaram de instruções. Não tinham o menor traço de timidez e sabiam muito bem o que queriam. Quando receberam o sinal de que poderiam sair dos quartos, havia somente uma regra com punição clara: voltar para Garras de Gelo caso caíssem na provocação de algum ômega. Afinal, eles vieram pescar no aquário deles.

A sorte dos machos ômegas era que, de acordo com meus cálculos, havia sete fêmeas para cada um deles. Não ficariam em desvantagem.

Os alfas se espalharam pelos restaurantes, praças e até em frente aos comércios. Um deles, inclusive, sentou-se diante de um salão de cabeleireiro. Onde houvesse fêmeas, havia um alfa. Eles queriam ver o maior número possível, na esperança de encontrar suas companheiras destinadas.

Ainda não sabiam que eram ômegas de ouro. Achavam que estavam participando de algo parecido com o programa que as fêmeas de Garras de Gelo haviam passado. Acreditavam que o novo hospital, com melhores profissionais e equipamentos, garantiria que não houvesse perdas. Só saberiam a verdade no momento certo.

Agora estavam à beira do rio, jogando vôlei em um espaço improvisado. As fêmeas voltariam do templo e passariam por dez alfas altos, de corpos atléticos e rostos de tirar o fôlego, descamisados e suados, no caminho. Tudo por pura “coincidência”.

— Querida, se eu fosse você, olharia mais para o seu beta.

Minha mãe chegou com uma porção de gosto duvidoso — terra, basicamente — que ela e Ania juravam que eu precisava tomar para recuperar minhas forças. Mesmo que eu já não sentisse nada do incidente de uma semana atrás… ao menos não fisicamente.

Peguei a porção da mão dela e bebi.

— O que quer dizer, mãe?

— Seu beta está com a cara de um lobo com espinho na pata desde aquele dia… e você vive prestando atenção em todos os passos desses alfas.

— Eles são minha esperança para Garras de Gelo. Só isso. E Felipe sabe disso.

Minha mãe soltou o ar que prendia.

— Minha menina… estou tão orgulhosa da sua parte administrativa. Mas, romanticamente, você não pode ser tão ingênua.

— Mãezinha...

— Artemísia, Felipe é um beta. Você perdeu o filhote dele… e agora passa o dia inteiro observando alfas. O que acha que passa na cabeça dele?

— Não passa nada. Ele sabe que preciso de um tempo. Só isso. Mas agradeço sua preocupação.

— Está bem. Estarei lá com Liliane e Vanessa.

— Mãe?

Ela pegou o copo da minha mão, pronta para voltar à pousada.

— Hum? — virou-se para mim.

— Obrigada… por cuidar de mim e das meninas. E por não ter brigado naquele dia com a Vanessa. Imaginei que receberia o inferno de reclamações quando voltasse para casa.

Ela me olhou com um sorrisão.

— Bem… você agora é uma Luna, certo? Eu devo me pôr no meu lugar e aceitar suas decisões. — Ela colocou a mão sobre a minha. — E eu, mais que ninguém, sei que às vezes precisamos fazer coisas que não serão entendidas por quem está de fora.

Ganhei um abraço, me aconchegando como uma garotinha em seus braços. Como senti saudades daquele cheiro.

Meu aparelho fez um bip, trazendo uma mensagem gigantesca de Lucila.

— Ela quer ser guerreira agora. Vê se pode?

— A fêmea destinada do seu avô?

— Sim… — respondi, analisando a mensagem.

— E por que ela não pode?

— Ela é doce e gentil… isso vai acabar com a essência dela.

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