Luna Vanessa
— Não acredito no que acabou de fazer — Adrian me disse.
Senti Adrian beijar o alto da minha cabeça. Gosto muito dessa versão carinhosa dele. Na verdade, gosto de todas as versões. — Artemísia, quando se obsessa com algo, desvia muito pouco de sua rota. Só entende quem convive com aquela mula empacada — ele provoca com seu sorriso travesso.
Movo a água da banheira e me viro para encará-lo.
— Não fale assim. Já pensou se fosse nosso filhote?
O olhar dele tinha algo de admiração que me pegou desprevenida, deixando-me um pouco desconcertada.
— Eu amo o quanto você se afeiçoou à minha família, e eles a você — senti o calor da vergonha subindo — amo essa sua paixão em cuidar da união deles. Eu amo você, Luna Vanessa.
Adrian me sentou em seu colo de frente para ele, a água da banheira caindo e fazendo bagunça ao nosso redor. Ele soltou um suspiro pelo contato íntimo, pele a pele.
— Eu também te amo, Adrian — murmurei.
Beijei delicadamente seus lábios, ainda marcados por aquele sorriso bobo.
— Já achou um nome para o nosso filho? — perguntei, percebendo que os nomes deles eram diferentes dos humanos.
— Eu gosto de um… espere! — ele hesitou, criando expectativa — Aksel. Se pronuncia "Aquiceu" e significa "pai da paz" ou "protetor". O que acha?
Fiquei em silêncio, refletindo sobre a sonoridade do nome.
— Se não gostar, podemos continuar procurando…
— Eu amei! Nosso filho será Aksel. Agora já sabemos como chamá-lo — falei animada.
Aproveitando sua distração, passei a mão em seu membro ereto e o guiei para dentro de mim, sentando rapidamente, fazendo-o jogar a cabeça para trás em surpresa.
— Porra, Vanessa. Você está ainda mais tarada depois de grávida, mulher. — ele gemeu.
— Olha quem fala — respondi, sorrindo.
Comecei a beijar a linha da mandíbula, pescoço e depois a clavícula. Enquanto me roçava em seu corpo e apertava cada área que encontrava, sentia um prazer intenso. Amo seu corpo, amo como ele me envolve com os braços fortes, amo senti-lo dentro de mim, e não demora muito para meu corpo se tensionar e alcançar o que desejo.
- Eu e as meninas vamos abrir um restaurante somente de ômegas no território humano.- falo me enrolando na toalha.
- Como assim agora terá o Aksel para cuidar, não vejo necessidade de acumular mais tarefas.
- Eu quero fazer isso e não foi mais uma responsabilidade quando mandou fazer a boate shifter lá?
- Uma vingança?- Ele arqueou uma sombrancelha, atingindo um nervo meu.
- Não era até agora Adrian, mas pensando direitinho vou montar uma boate voltada para o público feminino, com machos dançando e se mostrando para as fêmeas afinal eu tenho dinheiro para investir nisso.
- Ei! não vamos brigar por isso. Faça o que quiser. Monte o restaurante a boate se for ficar feliz faça. O que não vai poder ficar se estressando a gravidez inteira, se eu ver que está prejudicando a gravidez vou interferir sem nenhum peso na consciência Vanessa.
Adrian me advertiu, e não duvidei nenhum minuto de suas palavras.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...