Artemísia
Examinei o Gama que deixarei responsável pela missão na cidade das ômegas douradas. Seu currículo é impecável, ainda assim sinto uma certa inquietação em deixá-lo à frente de uma missão tão delicada.
— Temi, garanto que o Gama é capaz de realizar a tarefa com perspicácia e sem arrancar nenhum membro dos seus preciosos ômegas.
Felipe defende o cargo do Gama.
— Mesmo assim, quero relatórios diários. E lembre a cada macho que só sairão daqui ômegas com acasalamento destinado. A não ser que Lisandro pessoalmente me procure, quero todos os pontos muito bem amarrados aqui, Gama.
O Gama me olha com seriedade.
— Entendi, Luna. Vamos tratar o lugar como sagrado, que de verdade é. Nossos machos voltarão a viver plenamente, não entraremos em extinção por causa deles. Cuidarei da missão com muito respeito. Entendo perfeitamente sua preocupação e enviarei os relatórios mais detalhados possíveis. Pode ficar tranquila.
— Obrigada, Gama. Pode trazer sua família, se quiser. A cidade é muito acolhedora. Você e sua família poderiam desfrutar bastante daqui.
— Obrigado, Luna. Minha companheira vai amar a ideia. — ele responde, relaxando um pouco.
Quando o Gama saiu, Felipe revirou os olhos e bufou. Eu nem sabia que ele era capaz disso até agora.
— O quê?
— Não tenho ideia de como o pobre Gama não correu dessa missão depois desse interrogatório todo, Artemísia.
Ele fala se levantando e me prendendo em seus braços.
— Agora que acabou a missão, quero uma lua de mel decente como Adrian e Vanessa tiveram. Sem me envolver com problema nenhum… pelo menos por uma semana. — ele fala todo possessivo.
Eu gosto da ideia.
— Você quer conhecer Arcádia? É muito bonito lá. — ofereci.
Ele começa a dar pequenos e suaves beijos pelo meu pescoço.
— Não me importo com o lugar, contanto que tenha você e uma cama só para mim.
— Tão desinteressado, meu lobo… — falo manhosa, na verdade amando sua proposta.
Começamos a nos organizar para voltar. Confesso que estou aliviada. Na verdade, sinto todos pisando em ovos ao meu redor. As meninas evitavam falar sobre roupinhas ou qualquer coisa relacionada a filhotes quando estavam perto de mim. Nem reclamar dos sintomas da gravidez acontecia.
Eu sei que tentam não me magoar, e sou grata pela consideração. Mas não quero que elas se privem de um momento tão belo e especial porque eu não consegui ter o meu.
Nos despedimos. Eu iria em um jato particular para Garras de Gelo, e elas em outro para o território humano.
— Cuidem-se. Quando meus sobrinhos nascerem, vou visitá-los.
— Você sabe que o seu quarto e o de Felipe estarão sempre preparados para receber vocês, né? — Vanessa fala.
— Sei sim, Vanessa. Vocês são bem-vindos em Garras de Gelo também.
Abraço-a e depois abraço Liliane.
— Cuide dos meus sobrinhos dourados, tá? Que a deusa te proteja todo o tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...