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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 288

Aurin

"Olha para você e olha para mim."

As palavras dela ficaram ecoando na minha mente.

Eu, de fato, não tinha uma carreira, nem era conhecido por nada. Minha força era meu ganha-pão. Eu sou um guerreiro.

Será que isso, aos olhos dela, não é atrativo?

Será que ela prefere aqueles tipos intelectuais?

Ela pontuou minha idade como se eu fosse um garoto ingênuo. Inferno.

Eu tinha guardado meu corpo para minha companheira com orgulho… até ontem.

Senti meu pai bater em meu ombro.

— Calma, filho. Sua mãe foi difícil, mas olha só você aí.

Exalei o ar que estava prendendo.

— E aproveitou e lacrou a tampa do meu caixão. Ela acabou de me acusar de ser um filhote para ela.

Falei desanimado.

— Realmente, as fêmeas gostam de machos superiores a elas em força e status. Em nossa alcateia, não conheço um caso como o seu. — Ele ficou pensativo.

— Pai, quer parar de me ajudar? Se não, vou arrancar minhas asas e me jogar do penhasco.

Ele parou, como se tivesse tido uma boa ideia dessa vez.

— E se ela souber que você é como um Beta para o Norte? Talvez fique balançada. — falou empolgado.

— Não sei… se quero uma fêmea que me queira só pelo meu cargo…

— Depois você conquista ela. — Ele deu um estalo com a língua. — Uma vez na sua cama, duvido que continue correndo… se você tiver puxado ao seu pai.

O sorriso convencido dele me deu esperança.

— Certo. Em uma guerra vale tudo.

A parte boa da minha humilhação pública é que todos os machos queriam me ajudar. Preocupados com minha reação — porque, de fato, foi humilhante — armar uma conversa para fazer uma interesseira cair não seria tão difícil.

Em um canto da recepção, por onde ela sempre passava, os machos se sentaram: Adam, Aquiles, Felipe e até Gustavo se solidarizou com a causa.

Começamos a falar de grandes somas em dinheiro. Ela passou reto.

Falamos de grandes vitórias em batalhas. Ela passou reto.

Comentei sobre meu cargo importante e os muitos lobos sob minha liderança. Nada.

— Bem, ao menos sabemos que não é esse o problema.

Aquiles falou, levantando-se para voltar a cuidar da família.

— Valeu, cara.

Olhei para Gustavo.

Ele parecia o dono de tudo quando chegava. Não precisava dizer nada. Era o tipo de homem que exalava poder.

Será que era isso que ela desejava?

Ou seria a experiência que ele tinha no leito que ela procurava?

Senti a conversa se calar ao meu redor.

— Aurin, respira, filho.

Eu sabia que meus olhos tinham mudado. Eu enxergava diferente. Meus dentes de guerra tinham surgido sem que eu percebesse, e minha aura de Alfa estava descontrolada.

— Estamos do seu lado, lembra? Eu até convenci Artemísia.

Fechei os olhos, me concentrando em guardar meus poderes sob minha pele.

— Valeu por tentarem me ajudar.

***Liliane***

— Eu prometo que trago dois presentes para ele na próxima visita, amiga.

Lucila tinha trazido três lindos vestidos. Não tinha ficado sabendo da existência de Ragnar a tempo.

— Não se preocupe, eu já estou feliz que você veio. Sei o quanto isso te custou — respondi. Ela sabia que, se viesse até aqui, acabaria encontrando Gustavo mesmo assim… e ainda veio por mim.

Jamile entrou na sala para sua ronda. Lucila a acompanhou com o olhar. Quando ela saiu, retomamos a conversa.

— Eu aposto mil que ele vai conquistá-la — Lucila disse, animada.

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