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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 36

Adam

Eu seguia em direção às celas do subsolo. No final, ficavam os mais perigosos.

Eu tinha um em mente: o Alfa Sádico.

Mas, de repente, um cheiro doce de morangos silvestres cortou o ar.

Aquele aroma não pertencia àquele lugar sombrio.

Meu lobo rugiu dentro de mim:

“Procure Eliz agora. Vincule-se a ela.”

Corri em velocidade máxima, em forma de lobo. Quem me viu pensou que o alojamento estava sendo atacado.

Entrei no quarto, apressado para não encontrar ninguém.

O cheiro ainda estava no ar. Igor esbravejava em minha mente por não conseguir alcançá-la.

— Luna Eliz levou minha fêmea com ela? — Ajax parecia incrédulo.

— Ela não faria mal à sua fêmea, Ajax. — Um vinco surgiu em sua testa. Ele tinha acompanhado minha saga para trazer Eliz de volta. Sentamos lado a lado, tentando pensar em como resolver dessa vez.

— Adam, ela levou minha fêmea destinada

era como se ele tivesse acabado de acordar de um transe. — Eu não vou ficar sem a MINHA companheira porque você não fez o mínimo esforço pra se dar bem com a sua escolhida! Seu egoísta.

Além de meu Beta, Ajax era quase um irmão. Crescemos juntos e salvamos a vida um do outro em várias batalhas. Por isso escutei suas palavras como se viessem de um macho ferido.

— Eu não fiz nada, Ajax. Foi você quem pediu para trazer Eliz até sua fêmea. Esqueceu?

— Sua fêmea deve ter ouvido falar da casa que você quer comprar… e das três parideiras que pretende colocar lá. Por isso fugiu.

Pela deusa… seria isso?

Meu lobo se ouriçou inteiro dentro de mim.

Sentei-me à beira da cama, tenso.

— Eu não quero outras fêmeas, Ajax. — falei, baixando o tom.

Ele me olhou de pé, os olhos estreitos, emanando raiva e tristeza tão intensas que pude sentir o amargor em minha língua.

— O que você quer dizer?

— Eliz é minha destinada.

Ajax se sentou ao meu lado. Sua postura curvada de derrota me fez encolher.

— O que você fez com a gente, cara?

Escoramos ombro a ombro, em silêncio.

Pela deusa… seria isso?

**Eliz

Apertei a pedrinha da pulseira, chamando Ania. Tirei meu colar enfeitiçado. A dor do que eu planejava para fêmea é intensa, mas necessária.

— Rejeite-o.

— Ele não aceita rejeição. — Lágrimas rolavam por seu rosto.

— Ele é seu companheiro há quanto tempo?

Ela me encarou, olhos semicerrados pela luz do vórtice.

— Ele é… meu pai.

Aproveitei sua distração e mordi seu pescoço.

O sangue doce me mostrou o que eu buscava: uma árvore frondosa. Sob suas raízes, uma porta de ferro quadrada, trancada e coberta por folhas e galhos.

Soltei-a, gotas vermelhas caindo na minha camisa branca. Lambi o ferimento, estancando o sangue. Ela levou a mão ao pescoço, confusa.

— Ele não é seu pai. Mas eu vou explicar na volta.

Ania surgiu à porta, mas fiz sinal para que esperasse. Recoloquei o colar e puxei a fêmea comigo. Nós sairíamos dali juntas.

Agora, no abrigo de fêmeas em que eu trabalhava, segurei firme sua mão.

— Eu vou atrás das crianças. Você ficará longe daquele desgraçado.

Por Selene, aquele Alfa me paga.

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