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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 40

Aquiles

Depois de alguns minutos, Aurin aterrissa em frente à entrada da casa.

— Oi, Aurin! Consegue levar nós dois até Garras de Gelo?

Aurin arregala os olhos, passando o olhar de Artemísia para mim. Em seguida, franze a testa, indignado.

— Isso é um plano, Aquiles, ou uma tentativa de suicídio coletivo?

Bufo.

— Macho fraco. Você precisa treinar mais — digo, já tirando minhas roupas. — Leva a Artemísia. Eu vou correndo como lobo.

Aurin estreita os olhos e me lança aquele olhar indignado que usava quando éramos crianças.

— Melhorou. Eu deixo ela lá e volto pelo caminho para te encontrar.

— Certo.

Já imagino a situação do Felipe ao ver a fêmea dele agarrada a outro de novo, como uma filhote de macaquinha.

Vejo Aurin subir com Artemísia e inicio minha transformação. Conhecendo bem os anciãos de Garras de Gelo — e a ira do Alfa Gustavo —, posso apostar que o circo já deve estar armado.

No meio do caminho, avisto as asas de Aurin no céu e uivo para que ele desça. Volto à forma humana.

Ele pousa suavemente, o olhar já me varrendo.

— Você não trouxe roupa de novo, Aquiles.

— Eu estava com pressa.

Ele estala a língua e abre os braços. Eu me agarro nele numa cena nada bonita.

— Se esse pau ficar duro, eu te jogo lá de cima — ele avisa, pegando impulso.

As árvores começam a ficar distantes e pequenas lá embaixo.

— Eu não gosto de machos. Só estou com pressa. E sua mãe não está por perto para abrir um portal — grunho, me defendendo.

— E de quem é esse cheiro em você?

— Não é da sua conta!

Como retaliação, ele recolhe as asas por um segundo. Caímos em queda livre, me fazendo apertar o corpo contra o dele.

Artemísia se j**a entre o chicote e ele.

O estalo corta o ar.

Ela recebe a chicotada no lugar dele.

**Vanessa Bragança**

Depois do depoimento na delegacia e de esclarecer o ocorrido com o restante da família, aviso que vou me mudar depois do casamento. Todos concordam que sair do foco dos jornais será melhor para minha sanidade mental.

Meu rosto está estampado em cada coluna de fofoca. O jornal da noite anunciou o caso macabro da irmã que matou a outra por inveja. Já ligaram inúmeras vezes oferecendo fazer um documentário. O pior é que parecem dispostos a produzir um com a versão da minha tia. E eu detesto a idéia dela obter qualquer lucro em cima da morte da minha mãe.

— Você está bem, Vanessa?

— Sim… só pensando. — Suspirei. — Daqui a uma semana estarei na sua casa e não conheço seus costumes, nem o que esperam de mim. Com toda essa bagunça, não dei a devida atenção a você, não é?

Ele sorriu e me puxou para seus braços.

— Terá uma ou duas coisas diferentes do seu mundo. No geral, você é minha Luna, e isso é sagrado. Ninguém pode realmente te fazer mal.

Mesmo assim, algo me diz que, assim como no mundo humano, vou precisar encontrar o meu lugar.

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