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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 54

Eliz

Mika trouxe três fêmeas com ela.

— Luna, pronta para arrasar e colocar o seu nome — e o meu — nos devidos lugares?

Do jeito sério que ela falava, parecia que a guerra era dela e não minha. Mas eu adoro uma fêmea decidida, e por isso dei meu voto de confiança.

Mika fazia caretas enquanto aproximava cada tecido da minha pele, jogando-os para trás sem dó, enquanto a costureira lhe passava outros. A expressão dela, naquele nível de concentração obsessiva, já me assustava mais do que a do próprio Adam.

— Tragam a renda chantilly! Quero a barra toda em renda, com desenhos de pequenas flores subindo. No decote, renda delicada cobrindo o colo e algumas flores descendo em cascata.

— Mika, você parece uma guerreira em batalha.

Ela riu, mas em seguida abriu um laptop.

— E a próxima batalha está aqui. — digitava com rapidez. — Missão dada é missão cumprida, Luna.

Arquivos começaram a surgir na tela. Fotos, informações, nomes. Eu estudei cada rosto com atenção. Não gostaria de usar nada daquilo, mas se fosse atacada, eu estaria preparada. Esse sempre foi meu lema.

**Dia da cerimônia de vínculo

Encantada, me olhei diante do grande espelho no castelo. Mika, acompanhada de uma ajudante, havia me arrumado pessoalmente.

O vestido parecia feito sob magia:verde esmeralda, ajustado ao corpo, rendas artesanais que uniam delicadeza e riqueza. A maquiagem, suave, destacava meus olhos, tornando meu rosto angelical. O cabelo preso de lado em um rabo alto deixava à mostra a ousadia das costas descobertas, contraste ao decote discreto na frente.

— Uau! — Exclamei— Assim vou até ficar com pena se precisar me transformar e morder alguém hoje.

Sorri. Era só uma brincadeira, até vê-la se ajoelhar diante de mim, segurando minhas mãos.

— Aprecio a sua sinceridade e vou levar em conta.— e pra quebrar o gelo fingi rodopiar pelo quarto —vou dançar girando por todo o baile, e todas as lobas vão admirar a sua obra de arte.

Ela ficou estática.

— Faria isso Luna?— Seus olhos brilharam

— Farei sim você verá.

Meu pai chegou para me conduzir ao salão como a tradição manda. Ele impecável e grandão me fazia parecer uma menina delicada.

A música que tocava ao vivo parou, todos formaram um círculo ao redor do palco, embora eu tivesse tido muitas aulas de postura e etiqueta, um frio na barriga e um leve tremor passou pelo meu corpo.

Meu pai apertou minha mão gentil, querendo me passar força, até que ele colocou minha mão encima da mão de Adam.

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