Entrar Via

Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 53

Artemísia

Após a reunião com as fêmeas, sigo em busca do escritório do meu avô. Sei que ele está obviamente irritado, mas não chegou a trancar a porta. Dou duas batidas.

— Entre.

Ele está debruçado sobre uma pilha de papéis.

— Olá, vô — digo, sentando-me à sua frente e cruzando as pernas.

Observo minha linhagem com atenção, reconhecendo minha aparência na dele. A deusa havia caprichado: um macho viril, forte e implacável. Loiro, atlético. Aquiles é praticamente uma réplica sua; se alguém dissesse que ele era nosso pai, ninguém questionaria.

— Como foi a reunião?

— Bem. Estou aguardando a resposta das fêmeas.

Falo um pouco entediada, já prevendo o resto do meu dia dedicado a trabalhar nas soluções conforme as respostas chegassem.

— Passei o dia verificando os anciãos que seu irmão chicoteou. Como estão suas costas?

Parecia genuinamente interessado. Estranhei.

— Bem. Eu me curo rápido.

Ele balançou a cabeça concordando.

— Fiquei sabendo que você deixou sua marca em Felipe hoje. Muito bem.

Ignoro. Fugi de Felipe como da peste depois da reunião.

— Marque uma reunião com os machos disponíveis pela manhã, por favor.

Ele arqueia uma sobrancelha, percebendo minha mudança repentina de assunto.

— Não acho que seja uma boa ideia lidar com eles agora. Ainda estão chateados.

— Por isso mesmo estou aqui — inclino o corpo para a frente, como se fosse contar um segredo. — Quero aproveitar a ausência daqueles velhos decrepitos. Sem eles, será muito mais fácil engolirem as mudanças que precisam ser feitas aqui.

Ele larga a caneta e se encosta na cadeira, um vinco surgindo em sua testa, contrastando com as laterais prateadas do cabelo.

— Em dois dias você acha que já sabe tudo sobre Garras de Gelo, Artemísia?

Pergunta com tranquilidade, apoiando os cotovelos na mesa e o rosto entre as mãos.

— Me dê algumas horas e saberei.

Levanto-me. Quando coloco a mão na maçaneta, ouço a pergunta mais constrangedora entre nós.

— Não vai perguntar como era seu pai?

Paro por um instante. Abaixar a cabeça parece inevitável. Querer saber sobre ele me faz sentir como se estivesse traindo minha mãe de alguma forma.

— Não há necessidade.

— Certo.

Que a Deusa me ajude.

Tranco-me no escritório, conferindo e digitalizando todas as respostas. Tudo ali é arcaico, e mal posso esperar para ligar meu computador em um espaço só meu.

Ouço uma risada baixa. Olho para a porta, surpresa ao ver meu avô trazendo uma bandeja de comida.

— Pelo jeito, quando pega algo para fazer, é como eu: não larga o osso.

Ouvi-lo falar assim, descontraído, me pega de surpresa.

Aceito a comida. Meu estômago realmente estava roncando.

Mais tarde, minhas costas estavam mortas. Eu estava cansada e sonolenta, mas havia cruzado todos os dados. Quando o resultado aparece na tela, meu avô fica desapontado. Se seguirmos por mais duas gerações assim, teremos lobos poderosos… e ninguém para quem deixar a herança financeira e genética.

Subo as escadas me arrastando em silêncio até meu quarto. Tomo um banho morno, visto o pijama e já estou bocejando quando ouço dois toques leves na porta. Fico imóvel, esperançosa de que ele desista.

— Eu sei que você ainda está acordada. Abre essa porta de uma vez.

Tentei negociar.

— Você disse que queria transformar nosso contrato em algo real. Casais não marcam dia da semana para se unirem.

Ele fala entre lambidas no meu pescoço, me arrepiando.

— Podemos nos unir amanhã. Que tal?

O sorriso que ele dá faz meu corpo tremer.

Ele me beija com fome. Seu peso me obriga a dar alguns passos para trás, até minhas costas encostarem na parede. Ele ergue meus pulsos acima da cabeça; a outra mão aperta minha cintura, depois sobe para meus seios. O olhar selvagem me assusta.

— Felipe…

Ele rasga a parte de cima do meu pijama com as garras e começa a sugar um seio enquanto massageia o outro. Sinto a umidade entre minhas coxas. O cínico sorri, vitorioso, e rasga a parte de baixo do pijama, expondo meu corpo.

Ele tira a camisa, revelando o corpo esculpido. Meu olhar percorre seu peitoral, desce pelo abdômen. Ele se livra da calça, ficando completamente despido à minha frente. Minhas mãos ganham vida própria, explorando cada centímetro dele, enquanto seus olhos brilham acompanhando minha inspeção.

— Ajoelhe para mim, fêmea — sua voz é gutural. — Hoje vou foder sua boca.

Obedeço.

— Abra bem a boca. Use os lábios e a língua para me agradar.

Ele começa devagar, me dando tempo para me acostumar, mas logo intensifica, alcançando minha garganta. Enquanto eu descubro que gosto de sentir o gosto da sua pele quente em minha boca, minha intimidade pulsa e escorre.

Quando está perto do ápice, ele me vira de costas e entra de uma só vez. Grito, pela dor e pela surpresa. Felipe me segura no lugar.

— Shhh… vai passar — sussurra em meu ouvido.

Uma mão acaricia meu seio, a outra meu clitóris, agora com suavidade, conduzindo meu corpo até o ápice. Ele ainda dentro de mim, nossos corpos colados. Minha respiração ofegante.

— Você se sente tão bem... tão apertada... preciso me mexer carinho.

Choramingo. Ele é grande, e quando se move, dói como o inferno.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.