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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 61

Eliz

Ao chegar, encontrei a casa impecável, nenhum resquício das fotos de Kaia. Mesmo assim, a imagem dela não saía da minha mente. Sentei-me no sofá quando, de repente, Vera apareceu.

— Vera, o que você faz aqui? — perguntei surpresa. Ela era empregada na casa da matilha e nunca tinha vindo até ali.

— O Supremo trocou todos os funcionários da casa, senhora. Eu fui transferida.

— Entendi. Então me faça um favor: nunca abra aquela porta se a visita for Kaia. E pare de me chamar de senhora, já tínhamos combinado. — Fingi uma expressão brava, em tom de brincadeira. — E sua irmã?

Vera sorriu.

— Está na cozinha. Está feliz, teremos bem menos trabalho do que na casa da matilha.

— Que bom.

Segui até a cozinha e cumprimentei Lúcia também. Ela logo contou sobre a conversa que teve com o Supremo e com a oráculo. Senti-me verdadeiramente feliz por ter pessoas leais ao meu lado.

Subi para o quarto e enviei algumas mensagens para Lívia e Ania, minhas amigas. Liguei também para meus pais, apenas para avisar que estava bem — embora eles não tivessem me defendido de Adam. Imagino que tenham ficado confusos com nossa mudança repentina de humor.

Deixei o celular de lado, abri o laptop e comecei a comprar roupas e armas adequadas para as fêmeas do Sul, que vinham treinando havia mais de um mês. Ainda tinha a sensação de estar esquecendo algo, mas a noite frenética, seguida do ataque, drenou minhas forças. Entreguei-me ao sono.

Um bip na tela me despertou. Era uma mensagem de Adam pedindo para eu me preparar para um evento no castelo. Afinal, eu sou a Luna dele.

No evento, tive uma grata surpresa: reencontrei minha amiga Lívia, radiante ao lado de seus dois companheiros. Logo encontramos um canto para colocar a conversa em dia.

— E você, como está indo com o Supremo? — ela perguntou.

— Eu o marquei esta noite. — falei com uma mescla de orgulho e timidez.

— Huum, que delícia! E estavam… íntimos nessa hora? Porque foi exatamente assim que fiz os trigêmeos.

Arregalei os olhos.

— Lívia… — fiz uma conta mental rápida.

— Amiga, você tomou de novo depois de um mês, não tomou? — perguntou. Seus olhos mudaram para o tom violeta de Nix, sua loba, que entrou na conversa. — Porque Nix disse que seu cheiro já está mudando.

— Quanto tempo até ele perceber? — perguntei, ansiosa. Meu coração começando a disparar.

Ela inspirou fundo.

— É verdade. E se o assunto envolver bebês, então… — respondeu outro, rindo.

— O Beta e o Gama terão filhos poderosos. A linhagem dessa fêmea é extraordinária — acrescentou, indicando com o olhar uma mesa onde dois machos de olhos azuis conversavam.

Na hora, lembrei do servo que Eliz tinha acariciado diante de mim, justamente por ter olhos azuis.

Minha fêmea tinha estado com um Lycan.

Um calor de raiva tomou conta de mim. Eu podia matar Kane sem pestanejar, ele não me ameaçava. Mas… e se fosse um Lycan? Ganhar uma briga com eles não era tão simples.

O infeliz foi conversar com as duas na minha cara, debaixo do meu nariz.

Um gosto amargo subiu pela minha garganta: insegurança.

Enquanto meu amigo continuava elogiando os predicados da família de Lívia, próxima ao rei Lycan e com negócios prósperos, minha mente fervia.

Preciso engravidar Eliz o mais rápido possível. Uma Loba saudável como ela deveria ter concebido já na primeira noite. Ela era virgem… será que o problema era comigo? Sempre evitei filhos, no fundo, Talvez, eu soubesse que Eliz seria minha companheira.

Discretamente, enviei uma mensagem para Cássia, médica e curandeira de confiança. Ela entenderia a gravidade do que significava um Alfa Supremo… estéril.

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