Eliz
Ao chegar, encontrei a casa impecável, nenhum resquício das fotos de Kaia. Mesmo assim, a imagem dela não saía da minha mente. Sentei-me no sofá quando, de repente, Vera apareceu.
— Vera, o que você faz aqui? — perguntei surpresa. Ela era empregada na casa da matilha e nunca tinha vindo até ali.
— O Supremo trocou todos os funcionários da casa, senhora. Eu fui transferida.
— Entendi. Então me faça um favor: nunca abra aquela porta se a visita for Kaia. E pare de me chamar de senhora, já tínhamos combinado. — Fingi uma expressão brava, em tom de brincadeira. — E sua irmã?
Vera sorriu.
— Está na cozinha. Está feliz, teremos bem menos trabalho do que na casa da matilha.
— Que bom.
Segui até a cozinha e cumprimentei Lúcia também. Ela logo contou sobre a conversa que teve com o Supremo e com a oráculo. Senti-me verdadeiramente feliz por ter pessoas leais ao meu lado.
Subi para o quarto e enviei algumas mensagens para Lívia e Ania, minhas amigas. Liguei também para meus pais, apenas para avisar que estava bem — embora eles não tivessem me defendido de Adam. Imagino que tenham ficado confusos com nossa mudança repentina de humor.
Deixei o celular de lado, abri o laptop e comecei a comprar roupas e armas adequadas para as fêmeas do Sul, que vinham treinando havia mais de um mês. Ainda tinha a sensação de estar esquecendo algo, mas a noite frenética, seguida do ataque, drenou minhas forças. Entreguei-me ao sono.
Um bip na tela me despertou. Era uma mensagem de Adam pedindo para eu me preparar para um evento no castelo. Afinal, eu sou a Luna dele.
No evento, tive uma grata surpresa: reencontrei minha amiga Lívia, radiante ao lado de seus dois companheiros. Logo encontramos um canto para colocar a conversa em dia.
— E você, como está indo com o Supremo? — ela perguntou.
— Eu o marquei esta noite. — falei com uma mescla de orgulho e timidez.
— Huum, que delícia! E estavam… íntimos nessa hora? Porque foi exatamente assim que fiz os trigêmeos.
Arregalei os olhos.
— Lívia… — fiz uma conta mental rápida.
— Amiga, você tomou de novo depois de um mês, não tomou? — perguntou. Seus olhos mudaram para o tom violeta de Nix, sua loba, que entrou na conversa. — Porque Nix disse que seu cheiro já está mudando.
— Quanto tempo até ele perceber? — perguntei, ansiosa. Meu coração começando a disparar.
Ela inspirou fundo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.