Eliz
Leon foi rápido e discreto, mas Adam parecia ter um sensor para tudo o que envolvia minha presença. Seu olhar me atravessava de forma tão penetrante que, por instantes, me fez querer encolher os ombros. Então, decidi buscar ar fresco, afastando-me um pouco dele.
— Esperando alguém? — Sua voz carregava um peso sombrio, e aquele olhar fulminante deveria me dar medo. Mas, ao invés disso, despertava uma fome estranha dentro de mim.
— Do que está falando? — tentei soar tranquila. O problema é que Adam me conhecia desde criança, ler minhas expressões nunca foi um desafio para ele.
Ele agarrou meu braço com força. Tentei me soltar, em vão. Seu rosto se aproximou perigosamente do meu.
— E aquele Lycano? Foi ele quem resolveu seus cios? Foi com ele que você esteve nesses seis anos, não foi?
— E o que isso importa agora, Adam?—não sou o rogada a dar provas contra mim .
— Eu quero saber... você o ama?— Eu não diria que escolhi ele no lugar de Leon. Esse lobo e convencido o suficiente.
— Não vamos a lugar nenhum com essa conversa. — Tentei me afastar novamente.
— Ama? — insistiu, a voz baixa, mas carregada de possessividade.
— Não, não amo! Se amasse, teria entregue minha virgindade a ele em vez de a você. E, convenhamos, teria sido muito mais proveitoso!
Ele fechou a cara e usou a máscara de Supremo.
Consegui puxar meu braço de volta, e dessa vez ele me soltou. Mantive a postura firme, me despedi de forma adequada e seguimos para casa.
Adam ficou calado, dirigiu o tempo inteiro sério, com o cotovelo apoiado na janela e a mão sustentando o queixo, sem me dirigir uma única palavra. Eu só estava conseguindo ouvir minha loba tarada ronronando e admirando seu perfil.



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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.