Eliz
— Luna, por favor, pense melhor... uma Luna não pode agir por impulso assim.
Mika já reclamava pela enésima vez. Eu a tinha chamado para comprar o vestido, coloquei minha mochila no carro dela e pedi que esperasse; só então ela se deu conta de que eu estava indo visitar a pequena matilha dela.
— Para de reclamar e dirige — digo. — Vou dormir.
— Sim, Luna — ela responde num gemido quase dolorido.
Deito-me no banco de trás e cochilo. Achei que as mães só ficassem cansadas nos últimos meses, mas meu filhote deve ser exigente — não faço outra coisa a não ser bocejar.
— Luna, acorde. — O carro parou; a chuva aumentara, com raios e trovões. Descemos e corremos até uma casa simples de vila.
— Vovó, eu trouxe visita! — ela gritou na entrada. Uma senhora baixinha, grisalha, de olhos doces apareceu. Curvou-se, expondo o pescoço em reverência.
— Obrigada por me receber de surpresa — digo.
— Sentem-se; vou preparar um bom caldo quente para esquentar vocês — ela responde.
Mika e eu comemos o caldo, e meu celular começa a tocar novamente.
— Luna, pelo menos olhe o visor; todos devem estar preocupados a esta hora — Mika insiste.
— Mika, você parece minha avó — respondo, pegando o celular na mochila. Vejo o nome de Adam no visor. Meu telefone é via satélite; não podem me rastrear, então atendo.
— Fala, Adam.— usei um tom bem despreocupada, para irritar ainda mais o Supremo.

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