Eliz
Eu estava preparada para o que acontecia ali, mas Nara, minha loba, queria simplesmente deitar e mostrar a barriga para o Supremo.
— No entanto, financeiramente os dois são muito parecidos. Os pais de vocês têm linhagem e histórico semelhantes, inclusive lutaram lado a lado. — A voz de Lucien encheu a sala, e ninguém ousava respirar. — Costumo deixar os casais se acertarem sozinhos. — Ele mastigava a carne devagar, aumentando a ansiedade de todos. — Mas, no caso de vocês… dois filhos únicos, herdeiros de uma parte significativa deste reino, inconsequentes a ponto de perderem um precioso filhote das duas linhagens… — ele engoliu, limpando a boca com calma no guardanapo. — Darei as regras: a primeira é a organização da matilha. A segunda é mais simples. Adam não pode forçar Eliz, senão será considerado o perdedor. Eliz não pode ceder às investidas de Adam, senão será considerada a perdedora. O prazo será de um ano.
Adam ficou vermelho. Eu teria rido, se não fosse a vontade de chorar.
— O quê exatamente eu não posso fazer? — Adam, como bom jogador, já buscava brechas.
— Nada seu pode entrar em orifício nenhum dela, Adam. — A firmeza do rei ecoou, e dessa vez quem corou fui eu.
A fêmea do Beta arregalou os olhos. A do Gama quase cuspiu o vinho. Já os dois machos escondiam mal o sorriso nos cantos da boca.
— Meu rei… — tentei ser diplomática — essa prova não me parece adequada para definir quem é o melhor como Supremo. Poderia haver uma competição entre as matilhas…
— Eu sou o rei, Eliz. — Lucien sorriu malicioso. — A vantagem disso é que não preciso me adequar a nada.
Os machos voltaram a encarar os pratos, como se houvesse algo invisível ali. Eu, por minha vez, pensei que talvez não fosse tão difícil ganhar afinal.
Adam
Poucas coisas me pegam de surpresa, mas minha própria Luna pedir meu cargo, diante de todos, foi uma delas.


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