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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 71

Adam

— Você... está rebolando? — perguntei incrédulo.

— Eu não! Você que está esfregando esse negócio em mim.

— Sei...

Levantei-me e segui para o banho frio. De novo.

Quando cheguei ao estacionamento da sede, já podia ouvir os cochichos. Um avisando ao outro que eu havia chegado — como se eu não tivesse audição de lobo superior a deles.

Entrei na minha sala e comecei a digitar meus relatórios, tentando me distrair da lembrança do cheiro dela.

— Adam — o Beta entrou, cruzando as mãos sobre a mesa. — Faz uma semana que não volto pra casa e quinze dias que o Gama não volta pra dele, a companheira do Gama já o ameaçou de morte e a minha acha que a estou traindo. Nós já pedimos desculpas, nunca mais vamos rir em nenhum jantar seu.

O Gama entrou atrás, com cara de cachorro abandonado, depositando uma pilha de papéis na mesa.

— Supremo, a quarta secretária pediu demissão este mês. Eu sou o líder dos guerreiros da matilha do Norte e estou em modo secretária de novo.

— Contratem com mais eficiência.

— A última tinha mais de uma década de experiência! — ele retrucou, incrédulo.

A verdade é que o problema não era eficiência. Era eu.

Ter minha fêmea em cio e não poder tocá-la era uma tortura.

De repente, o ar faiscou e se abriu em um vórtice luminoso.

Eu já conhecia aquele portal.

Ania, a fada amiga da Eliz.

— Adam! — ela gritou antes mesmo de surgir por completo. — Eliz está sendo atacada na matilha do Sul!

Nem pensei. Me transformei no mesmo instante e saltei para o outro lado.

O cenário era caos: o pai de Eliz estava nu, caído em meio a uma poça de sangue, guerreiros lutavam contra renegados, e o cheiro de sangue dominava o ar.

Eliz

A lua prateava a floresta enquanto eu corria em quatro patas, o vento frio cortando meu pelo.

Transformei-me no ar e segui o cheiro dele.

Meu pai estava cercado por vários lobos, lutando com ferocidade. Os guerreiros chegaram junto com Kane, tentando abrir caminho.

Transformei-me no ar e segui o cheiro dele.

Voltei à forma humana, ajoelhei-me ao lado dele e ativei a pulseira que chamava Ania.

— Aguenta, pai… — sussurrei, em meio ao desespero.

Um lobo castanho me mordeu o tornozelo e me arrastou com violência, me fazendo soltá-lo.

Era grande. Alfa. E os movimentos eram coordenados demais para serem renegados.

— Me solta, imbecil! — gritei, chutando. — Eu sou Eliz, filha de Godric! Luna da matilha do Norte!

Meu tornozelo estalou pela força da mordida.Ele não gostou do que disse. O lobo me puxava mata adentro, e eu sentia o sangue escorrendo.

Então um uivo cortou o ar — profundo, autoritário. Adam.

O lobo parou, me soltou, mas não fugiu como os outros ele recuou calmamente, com seus olhos amarelos flamejando em minha direção, até virar e ir embora. Algo me diz que eu não fui uma escolha aleatória.

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