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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 72

Adam

Os renegados fugiram assim que nos viram, mas minha prioridade era meu sogro, estendido numa poça de sangue — e descobrir onde estava minha fêmea para ir atrás deles.

Os guerreiros correram levando Godric direto para a enfermaria; eu corri em direção a Eliz. O cheiro do sangue dela veio até mim com força e eu pedi à deusa que ela estivesse bem. Não me importava perder o título de Supremo se acabasse viúvo por causa disso.

Um alívio enorme tomou meu peito quando a encontrei no meio da mata. Verifiquei rapidamente que não havia mais renegados por perto e me transformei em humano para ajudá-la. As lágrimas dela me faziam sentir um macho incompetente; havia anos que eu não via um ataque daquele tipo.

Era uma armadilha — coordenada, eficiente. Mas quem estaria por trás disso?

Enquanto a carregava nos braços em disparada para a enfermaria, ouvi o uivo profundo e rasgado da mãe dela, cheio de dor e desespero. Eliz nem quis cuidar dos próprios ferimentos; foi direto ao lado do pai. As curandeiras trabalhavam apressadas sobre Godric, e a mãe segurava sua mão, tentando passar energia, enquanto o rosto do lobo estava pálido demais — eu não sabia ainda se ele sobreviveria.

Eliz passou os braços ao meu redor e enterrou o rosto no meu peito. Estávamos nus — havíamos acabado de passar pela transformação lupina — e eu sabia que os ferimentos dela já estavam começando a cicatrizar. Peguei-a no colo e levei-a para casa; dei banho, vesti-a com algo que tinha ali e tentei acalmá-la. Ela tremia, mas não recusava minhas palavras.

— Adam... você acha que ele vai viver? — sussurrou, a voz quebrada.

— Seu pai é um lobo forte, um Supremo. Vamos ter fé na recuperação dele — respondi, forçando calma que eu mesmo não sentia.

Vesti uma peça rápida de roupa de Godric e saí para procurar Kane. Pedi a um dos guerreiros que trouxesse meu celular e algumas coisas pessoais que ficaram no escritório do outro lado do portal.

— Kane, onde estão meus lobos? — perguntei ao encontrá-lo.

— Mas nós já nos vinculamos perante todo o reino — interrompi, mordendo o lábio. — Marcamos.

— Só que não geraram filhos. Dois herdeiros únicos. O pai dela nunca quis apressar nada; Godric sempre achou que vocês se completariam com o tempo.

Eliz já estava descida; minha audição de Supremo a percebeu antes mesmo da sua mãe. A Luna veio até a mim, as lágrimas correndo pelo rosto.

— Adam, nós te amamos como o filho que não tivemos — falou ela entre soluços. — Nos ajude. Temo que Eliz não entenda o valor de ser uma fêmea destinada. Quando o pai dela fechar os olhos, todos os machos não acasalados deste reino virão atrás dela, se você nos abandonar agora. Por favor.

— Eu matarei cada um que se atrever — respondi, a voz baixa e fria.

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