Adam
" Mas ela é muito atrevida."
Eu tento fazer as coisas direito, mas essa fêmea complica. Onde que eu vou deixar um desfile de machos que querem cortejar MINHA fêmea? Até meu lobo concordou comigo dessa vez. Pelo olhar perplexo do rei, ele também.
— Nem. Pensar. — tentei ser o mais claro possível — Eu não sou macho o suficiente pra você, Eliz? É isso?
Os olhos dela se arregalaram, depois estreitaram, desafiadores. Essa fêmea é um teste diário à minha paciência.
— Sim. Mostre-me.
Ela cruzou os braços e ergueu o queixo, desafiadora, sabendo que eu não faria por causa do desafio do rei: quem cedesse primeiro perdia o direito de liderar as matilhas. O rei arregalou os olhos, olhando de um para o outro — eu duvido que algum outro casal resolvesse suas pendências na frente dele daquele jeito.
— Vocês ainda não se renderam ao que sentem?
O rei parecia estranhamente calmo.
— Render ao quê? Adam vem sendo um péssimo marido!
— Eu quero a cabeça daqueles lobos em uma bandeja — explodi —. É assim que se trata os inimigos, Eliz, porra! E você ainda me acusa de ser um marido ruim?
— O quê? E se eu quiser ir com algum deles? Por acaso você e o meu pai me deram escolha?
— Você é imprudente, atrevida, insolente! Escolha? Você é doida! Que escolha eu tive quando colocaram você no meu colo e disseram: “Agora ela é sua pra cuidar”? Eu tinha oito anos.
Saí daquela sala a passos largos, frustrado. Essa loba me odeia; chega de ficar correndo sozinho atrás dela. Fui até o curandeiro que cuidava de Godric.
— Como vão as coisas, curandeiro?
— Com o sangue do rei, acredito que ele possa sair dessa, mas ainda não sei se haverá sequelas.
Eu preferia todos mortos. Ainda assim, não poderia ir de encontro à vontade do rei, então não respondi, perdido em meus pensamentos. Ele percebeu meu descontentamento e emendou:
— Lhe concederei um favor no futuro, por hoje, Adam.
Um favor de um rei realmente é algo valioso.
— Obrigado, meu rei.
A comitiva foi embora após o jantar, depois que Godric apresentou sinais de melhora. Meu motorista chegou trazendo meus pertences e roupas. Juntei-me a Eliz em seu quarto; a cabeceira da cama ainda estava quebrada, me lembrando daquela noite louca.
Eliz saiu do banheiro enrolada em sua toalha, as gotas escorrendo pelo seu corpo, seus cabelos indomáveis agora molhados e grudados em suas costas, e obtive minha resposta.
Eu não estava sob a influência de Igor, ainda sim meu coração acelerou, minhas mãos formigavam por tocá-la, e tão certo pra mim.
Cheguei mas perto, ela ficou imóvel suas bochechas corando. Passei a ponta do dedo indicador pela borda da toalha que cobria seus belos seios. Puxei aquele pedacinho que a fazia ficar presa a seu corpo e minha Boca secou por provar seu gosto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...