Eliz
— Quer dizer que a minha fêmea anda insatisfeita?
Adam me observava com um olhar diferente — não faminto como das outras vezes, apenas desejoso. Um sorriso malicioso apareceu em seu rosto. Seu dedo indicador começou a traçar um caminho pelo vão dos meus seios, depois circulou cada um deles com a ponta do dedo, provocando um arrepio e uma sensação gostosa.
Meus seios incharam, implorando silenciosamente por seu toque firme. Minha intimidade aqueceu e latejou. É vergonhoso saber que um simples toque dele me incendeia. O dedo desceu, desenhando pequenos círculos pelo meu abdômen, e eu podia sentir o calor subindo pelo corpo.
Fechei a boca em uma linha fina para não deixar escapar o suspiro que ameaçava sair. Ele chegou ao meu monte e o circulou, fazendo uma leve pressão. Minhas pernas fraquejaram, e ele me sustentou, passando o braço em volta da minha cintura. Sua boca se aproximou da minha marca — eu torcia para que ele a lambesse —, mas não o fez. Em vez disso, encostou os lábios em meu ouvido e murmurou, com a voz rouca e grave:
— Eu já estive dentro de você tantas vezes, e ainda assim parece que não entendeu a quem pertence, não é?
Adam me soltou tão rápido que quase perdi o equilíbrio. Seguiu para o banho, levando a toalha que havia roubado de mim. Fiquei ali, com o corpo em fogo e a respiração entrecortada. Como ele ousa? Essa vai ter volta.
Peguei outra toalha, me sequei e vesti uma jardineira jeans comprida com uma blusa branca.
Fui até minha mãe levando um sanduíche. Desde que meu pai se machucara pela manhã, ela se recusava a comer ou sair de perto dele.
— Ele abriu os olhos e perguntou por você e por Adam. Ele vai ficar bem — disse ela, e o alívio em seu rosto era visível.
Aparentemente, a amizade entre Adam e meu pai era mais profunda do que eu imaginava.
— Mãe... o Adam e o papai se juntaram pra me trazer de volta? — perguntei.
Ela baixou a cabeça, pensativa.
— Bem, seu pai não me contou nada sobre isso, mas eu não acharia estranho. Eles não são acostumadas a pedir mas eu sei que seu pai por menos sentia muito sua falta.
— O que você quer? — gritei, furiosa.
Ele abaixou-se, observando meu calcanhar. Reconheci o cheiro: era o mesmo lobo que havia me arrastado. E já tinha visto esse tipo de olhar antes. Nos lobos que mantinham a força as fêmeas que ajudei.
— Quero o que todos os lobisomens desejam de uma Luna destinada vinda de uma linhagem como a sua — respondeu, com um sorriso cruel. — Uma prole incomparável.
Tentei me mover, mas estava completamente paralisada. Ele começou a rasgar minha blusa com as garras; o som do tecido se partindo me fez estremecer. Em seguida, destruiu a jardineira — o barulho seco do jeans cortado ecoou no quarto.
Fiquei exposta, vulnerável. Olhei para o pulso, mas percebi que a pulseira que chamava Ania havia se perdido durante a luta para me soltar.
Selene me ajude Por favor. Meus pensamentos corriam até Adam sem parar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...