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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 179

Caroline Hart

"O que você vai fazer comigo?", sussurrei, a voz falhando enquanto ela soltava as correntes que marcavam meus pulsos.

"Não te interessa, loba. Aproveite seus últimos momentos aqui na Terra."

Pietra me puxou com força para trás. Meus braços pesavam, latejando. Eu sabia que era mais forte que ela. Sempre fui. Mas agora... havia algo diferente. Algo nela, algo em mim. Magia, talvez. Magia que drenava minhas forças, como se tivesse arrancado minha alma pelas raízes.

Tudo girava.

Minha mente embaralhada me mostrava flashes: meu filho, sorrindo no meu colo. Damon, acariciando minha barriga. O som abafado do coração do bebê no último ultrassom.

Eu não podia morrer.

"Eu estou grávida", sussurrei, tentando alcançar algum resquício de compaixão. "Seja lá o que você vá fazer... por favor, não faça."

Ela soltou uma risada seca e amarga, que ecoou como navalha cortando o silêncio.

"Seu erro foi se meter com Damon Thorn. Humanos como você... mesmo que agora tenha se transformado... continuam sendo nada."

"Você não sabe do que está falando. A vingança não te trouxe nada. Sua mãe tentou matar meu filho."

Minhas pernas tremiam. Meu corpo inteiro. Era como estar presa em um pesadelo que não acabava. Cada passo dela me fazia perder o fôlego. Eu sentia o chão frio sob meus pés, o ar denso, como se estivesse sendo sugado.

Ela veio até mim, os saltos ecoando como um relógio sinistro.

"Você acha que pode escapar, Caroline?", ela sussurrou, tão perto que senti o hálito dela no meu rosto. "Eu sei o que você teme. É por isso que está aqui."

Fechei os olhos. Uma tentativa inútil de me blindar.

Mas o medo estava lá. Fixo. Real.

Ela se abaixou diante de mim. Os olhos dela tinham a cor de algo morto. A raiva queimava ali. O ódio. E a dor. Uma dor tão profunda que quase dava pena.

"Eu vou arrancar de você tudo o que ama. Tudo o que construiu. Vou destruir você como minha mãe destruiu a sua matilha. E quando eu terminar... não vai sobrar nada. Nem mesmo você."

A lâmina brilhou na mão dela.

Afiei o olhar.

"Eu não sou sua vítima", murmurei, com tudo que ainda restava em mim. "E acho melhor se arrepender antes que seja tarde."

Ela franziu a testa.

"Tarde pra quê?", ela debochou.

"Você colocou ele naquela posição. Fingiu uma gravidez só pra manipular um lobo ferido. E agora quer justiça?"

Ela congelou por um segundo.

Aquela pausa...

"Como ousa...", ela começou, mas as palavras não saíram com firmeza.

Abaixou os olhos. Depois se levantou e andou até uma mesa no canto da sala. Vasculhou algumas coisas em silêncio, mas suas mãos tremiam. Mesmo ela tentando esconder.

Eu respirei fundo. Sentia a pressão no peito. O bebê se movia. Fraco. Mas se movia.

A dor me fazia querer apagar, mas... eu não podia.

Não enquanto ele estivesse vivo.

E não enquanto Damon estivesse lá fora.

Me procurando.

Me amando.

Me sentindo.

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