Entrar Via

Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 33

Damon Thorne

O nome dele ainda ecoava no telefone quando fechei a porta atrás de mim.

Zion.

Meu sangue ferveu só de ouvir Caroline pronunciar aquele nome com aquele tom de medo, de frustração. Ela tentava esconder, mas eu ouvi tudo.

"Tem alguém muito poderoso ajudando ele, Carol."

As palavras da amiga dela ficaram gravadas em minha mente como garras arranhando metal. O tipo de frase que carrega veneno.

Quem está ajudando esse filho da puta?

Era meu dever descobrir.

Ela desligou. Eu fingi que não ouvi. Ela finge que continua segura. E eu… fingi que estou calmo.

Mas não estou.

"Eu preciso resolver umas coisas", foi tudo que disse ao sair do quarto.

Ela tentou perguntar. Mas eu não deixei espaço, eu não tinha muita paciência para lidar com perguntas.

A noite estava fria.

Mas o cheiro no ar me queimava por dentro.

Deixei a casa sem dizer nada. Caroline estava no seu quarto. Eu podia ouvir seus passos leves no andar de cima, sua respiração irregular. Ela sentia que algo estava errado. E estava.

Mas minha mente estava em outro lugar.

Nos rastros de quem invadiu a porra da minha casa.

Um cheiro antigo pairava pela floresta.

Familiar demais para ser ignorado.

Forte demais para ser coincidência.

Caminhei em silêncio, os meus pés afundando na terra úmida. A mata estava quieta. Quieta demais. Nem mesmo os ventos se agitavam como deviam. Era como se a floresta inteira prendesse a respiração — à espera de algo.

Meu lobo, sob minha pele, estava em alerta.

Arisco. Quase impaciente.

Passei pela trilha lateral, onde a antiga barreira de proteção marcava os limites do território. Nenhum sinal visível... até que a vi.

Uma árvore.

Uma cicatriz recente cortava a casca.

Não era qualquer marca.

Era um símbolo.

Um código.

Uma provocação que eu reconhecia muito bem.

Apenas lobos da nossa alcateia sabiam disso. Usado antigamente para sinalizar desafios silenciosos. Um tipo de mensagem entre Alfas rivais.

Marquei a área com os olhos. Toquei o corte.

E então, senti.

Sangue.

Fresco. Misturado à resina.

No galho mais alto, havia vestígios escuros.

Sangue de lobo.

Meus olhos apertaram.

Meu maxilar travou.

"Não pode ser…" murmurei.

Mas era.

A lembrança veio antes que eu pudesse impedi-la.

“Vai, Damon! Marca essa aqui também!”

“Você marcou errado, idiota, parece uma árvore com sarna.”

“É porque você treme toda vez que escuta um corvo.”

Eric e eu, ainda adolescentes, correndo por essa mesma trilha, aprendendo os códigos da alcateia com o peito cheio de orgulho e a cabeça cheia de sonhos estúpidos.

Ele ria fácil.

E me seguia em tudo.

“Quando eu for Alfa, você vai ser meu segundo, ouviu?”

“Que nada, eu vou ser o Alfa antes de você. Já tô praticando até o olhar ameaçador.”

33. Rastro na floresta 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Marcada pelo meu chefe Alfa