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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 37

Damon Thorn

A humana havia corrido, e agora, a única coisa que importava era a ameaça à minha casa e à minha alcateia.

Cada passo, cada respiração, me aproximava daquilo que eu sabia ser necessário: encontrar quem estava por trás desses ataques.

A transformação foi rápida e dolorosa. Meu corpo se contorceu, os ossos se esticaram, os músculos se estenderam. Quando o lobo se impôs,eu sabia o que tinha que fazer.

As árvores não faziam barulho, mas o som das folhas secas sob minhas patas era o único barulho. Eu estava atrás de dois lobos. Eles não estavam aqui por acaso. Seus movimentos eram estratégicos, calculados, e eu sabia que estavam em minha terra. Não era apenas uma questão de território. Era pessoal.

Eles sabiam quem eu era.

A primeira investida deles foi rápida. Mas não mais rápida do que eu. Aquele primeiro lobo era impetuoso, arrogante. Eu o derrubei com facilidade, suas garras batendo na terra enquanto eu o dominava.

Ele tentou se libertar, mas já era tarde demais. O som da luta ecoava pela clareira, e logo o segundo lobo apareceu, olhos ferozes, dentes à mostra. Ele veio com tudo, mas eu estava preparado.

"Você é rápido, mas não o suficiente, não é páreo para mim", eu rosnava, enquanto me esquivava do ataque.

Com um movimento rápido, minha pata foi contra seu peito. Ele tropeçou para trás, tentando recuperar o equilíbrio, mas não conseguiu. Antes que pudesse se levantar, eu já estava sobre ele, segurando-o no chão.

Mas antes que eu pudesse dar o golpe fatal, ele rosnou e cuspiu em minha direção.

“Por que está atacando minha propriedade?"segurei sua garganta passando as minhas garras na mesma." Vocês não deveriam ter vindo aqui", minha voz saiu baixa, ameaçadora. "Quem mandou você? Fale, agora."

Ele riu, um som rouco e agonizante. "Acontece, que o nosso chefe quer vingança. Ele não vai parar até você pagar."

"Quem é o chefe de vocês?" Apertei mais a pata no peito dele, enquanto ele lutava para se soltar." Fala seu filho da puta!"

"Eu prefiro que você me mate."ele cuspiu sangue."

Ele tentou resistir, mas era inútil. Eu o empurrei contra o chão, seus olhos agora cheios de ódio.

"Quem?" Insisti.

Ele respirou com dificuldade. “Ele… quer que você sofra. E vai destruir tudo que você ama, inclusive a sua humana.”

Ao ouvir ele mencionar Caroline, meus olhos mudaram de cor. Meu sangue ferveu.

Antes que ele pudesse terminar, eu cruzei as garras e o degolei com um único movimento.

O corpo caiu inerte, mas minha mente não estava em paz. Havia algo mais acontecendo aqui, algo que eu não podia ignorar. O cheiro de traição e perigo estava no ar.

Eu me levantei, olhando para o corpo do lobo. A clareira estava silenciosa, mas algo me dizia que isso ainda não tinha terminado.

"Porra." passei a mão na testa."

Foi então que ouvi passos. Victor apareceu, vindo da escuridão da floresta, a expressão tensa, mas sabendo que a situação estava sob controle.

"Me desculpe Alfa, eu tentei chegar o mais rápido possível assim que a humana chegou na propriedade."

"Já cuidei deles."sussurrei." Ela está segura?"

"Sim. Ele falou algo?" Victor perguntou, olhando para o lobo morto.

"Não o suficiente", eu disse, limpando as garras. "Mas sei que tem algo por trás disso. E eu suspeito que tenha a ver com meu querido primo."

37. Instinto e razão 1

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