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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 41

Damon Thorn

O cheiro de concreto e tinta fresca estava por toda parte do meu escritório. A construtora seguia seu ritmo, mas minha mente… não.

Meu corpo não estava ali. Nem o lobo. Havia algo errado — e eu sentia isso na pele. Eu odiava quando sentia isso.

Os papéis na minha frente pareciam borrões. As vozes dos engenheiros viravam ruído branco. Meus dedos tamborilavam o tampo da mesa com impaciência crescente. Um zumbido latejava no fundo da minha nuca, como um sinal vindo da floresta.

Instinto.

"Senhor." um dos funcionários entrou com papéis." Preciso da sua assinatura somente para finalizarmos o projeto."

"Claro." respirei fundo."

Revisei e assinei os papéis, mas não conseguia prestar atenção em nada.

Algo estava errado.

Levantei de repente, empurrando a cadeira para trás.

“Victor,” chamei, sem saber exatamente por quê. Ele apareceu à porta em segundos.

“Meu Alfa?” ele me encarou." Está tudo bem?"

“Não sei. Estou indo pra casa.”

Ele me observou por um segundo, como se já soubesse que questionar seria inútil.

“Quer que alguém vá com você?”

“Não.” Minha voz saiu seca. “Se algo aconteceu, quero sentir primeiro.”

Saí sem dizer mais nada. O caminho até a mansão parecia longo demais. Cada curva da estrada, cada sombra no asfalto, fazia meu corpo se retrair como se algo estivesse prestes a saltar das árvores.

O volante chamava minha atenção, e graças a cidade pequena,o trânsito não era um problema.

Não era medo. Era fúria sendo alimentada por antecipação.

Quando cheguei, a casa estava quieta. Caroline ainda não tinha voltado. Mas eu senti algo.

Um rastro.

Entrei pela porta da frente e o cheiro veio como uma memória dolorosa.

Eric. Eu sentia. Era ele.

Fechei os olhos. O sangue ferveu. O lobo rosnou dentro de mim.

Aquela desgraçada assinatura no ar — fria, irônica, venenosa — não podia ser confundida.

Corri os olhos por todo o saguão, farejando como se estivesse em forma lupina.

Ele esteve aqui perto.

Ou… esteve perto dela.

A maçaneta rangeu.

Caroline entrou com sacolas nas mãos, tirando os óculos escuros com uma expressão distraída, talvez cansada.

Quando ela me viu, parou no lugar.

“Você está em casa?” Ela sorriu, mas seu sorriso murchou com a tensão no meu rosto." Acheique estivesse trabalhando."

Aproximei-me devagar, sentindo o cheiro no casaco dela. E confirmei. Era ele.

“Caroline,” falei baixo. “Onde você esteve?”

“No mercado,” respondeu. “Eu fui levar Magie até o carro, e em seguida comprei as coisas para a semana. Por quê?”

“Alguém falou com você lá?”

Ela franziu a testa como se não estivesse entendendo. “Uhm… sim. Um cara me ajudou quando deixei uma lata cair. Por quê? Conhece ele?”

Fechei os olhos. Respirei fundo.

Filho da puta.

“Como ele era?”

“Alto. Cabelos escuros, olhos azuis. Meio… irônico. Não parecia daqui.”

“Ele te disse o nome?”

“Não. Mas falou algo estranho. Que esperava que minha estadia aqui não acabassem mal como outras.”

Olhei pra ela. A raiva latejava nos meus punhos cerrados. Mas eu a contive.

“Se ele te procurar de novo… não importa quando, nem como. Você me avisa. Entendeu?”

Ela assentiu, um pouco assustada com meu tom.

“Damon… quem é ele?” ela arqueou as sobrancelhas." O que está acontecendo?"

"Ninguém."

A pergunta ficou no ar, mas eu não respondi. Ainda não.

Peguei o celular e me afastei da sala. Liguei para Victor.

41. A metade que me falta 1

41. A metade que me falta 2

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