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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 42

Caroline Hart

“Vem comigo,” ele disse, já se afastando sem olhar para trás.

Meus pés seguiram antes da minha cabeça entender o porquê. O porquê de eu estar ali. O porquê de eu estar confiando em um homem novamente, após tudo que passei.

E não era somente um homem qualquer… Era um lobisomem. Um Alfa.

O vento estava frio, mas havia calor em cada centímetro dele, seu corpo nunca estava frio. Damon se encostou na sacada de pedra, olhando para a escuridão da floresta, os braços cruzados. A respiração dele era contida — como se algo dentro dele estivesse prestes a explodir.

“Você não devia confiar tanto em mim,” ele disse, sem me encarar.

“Já é tarde para isso, não acha?”

Ele se virou, devagar, como se me olhasse por inteiro. O jeito que ele me examinava... como se estivesse tentando decidir se me afastava ou me tomava de vez.

Então ele deu um passo.

E outro.

Até que sua mão encostou na minha cintura.

“Se você subir comigo agora…” a voz dele roçou minha pele. “...eu não vou conseguir parar.”

Meu coração bateu tão forte que achei que ele fosse ouvir.

“O problema é que eu acho que não quero que você pare,Thorn.”

Os olhos azuis dele escureceram. E foi só isso. Um segundo de silêncio e então tudo queimou.

Ele me guiou para dentro da casa, pelos corredores silenciosos. Até a suíte dele. A porta se fechou atrás de mim, e naquele instante, não havia mais volta.

Não era a primeira vez que ficávamos juntos. Que fazíamos amor. Mas agora, era diferente, ele me olhava com sede, fome, como se fosse devorar cada parte do meu corpo, como se todo o ódio e rancor que ele guardasse fosse até pouco para a intensidade que ele sentia.

Ele me encostou na parede com um cuidado bruto, como se tivesse medo de quebrar algo que queria devorar inteiro. As mãos dele deslizaram pela minha cintura, minha barriga, minhas coxas.

Eu tremia.

Mas não era medo. Era expectativa. Era necessidade.

“Se você deixar que eu te tome por completo Hart…” ele sussurrou, os olhos cravados nos meus. “… vai doer. Você vai lembrar disso por dias.”

Minha respiração falhou.

“Então que doa,” murmurei, puxando ele pela camisa. “Eu corro esse risco, eu quero, Damon.”

O beijo dele foi diferente de todos os outros.

Era posse. Era fogo. Era como se fosse um lobo marcando o seu território com os dentes — mas se contendo pra não o destruir. As mãos dele eram firmes, mas os toques, por vezes, quase reverentes.

E eu me entreguei.

Com tudo.

Suas mãos desceram por minha calcinha, rasgando a mesma, o vestido que eu usava fora arrancado em um só segundo, como se ele tivesse pressa. Não houve preliminares, apenas um beijo quente e ousado, que em seguida percorreu trilhas sobre meu corpo inteiro.

42. Submissa ao alfa. 1

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