Caroline Hart
A primeira coisa que senti ao acordar foi a dor. Não física, mas emocional.
Olhei ao redor, eu estava em um lugar estranho, em um ambiente que não era a minha cama, e quando abri os olhos, a luz forte daquele ambiente fez minha cabeça latejar. A sensação de estar fora de controle era insuportável.
Eu estava confusa, ainda sem entender como cheguei ali. A última coisa que me lembrava era do jantar, a dança, a raiva, a fuga para a rua, e depois… tudo ficou em branco.
Levei as mãos à cabeça, tentando clarear os pensamentos, mas a sensação de desorientação não me deixava. Então, o cheiro. Familiar. Caloroso. Como se fosse um pedaço de mim que eu reconhecia, mas não conseguia controlar. Era ele.
Damon.
Ele estava ali, ou pelo menos algo dele estava em todos os cantos do quarto. O cheiro, o calor que se irradiava, como se ele tivesse deixado uma marca de sua presença, mesmo sem estar fisicamente ao meu lado. Respirei fundo, fechando os olhos por um momento, tentando me reconectar comigo mesma.
“Calma, Caroline,” murmurei para mim mesma. Mas eu não sabia mais o que sentir. O que estava acontecendo comigo? O que foi isso tudo? Por que tudo estava tão fora de lugar?
E por que diabos eu desmaiei?
Algo estava errado.
Foi então que ouvi passos. O som da porta se abrindo e em seguida, um médico entrando na sala.
Ele parecia saber que eu estava acordando, e antes mesmo de me virar para olhá-lo, ele já estava ao meu lado, com um sorriso gentil no rosto. Era um sorriso tranquilizador, mas, ao mesmo tempo, a pressão que ele exalava só aumentava minha ansiedade.
“Boa tarde, senhorita Hart,” disse ele, com uma voz suave e calma. “Como está se sentindo?”
Eu não sabia como responder, então fiquei em silêncio, apenas o observando. O médico parecia perceber minha apreensão, e antes que eu pudesse perguntar sobre o que havia acontecido, ele continuou.
“Você sofreu uma queda após desmaiar, mas, felizmente, não houve danos graves."
Eu consegui me levantar aos poucos, sentindo uma leve pressão em meu corpo.
Recostei a cabeça contra o travesseiro e encarei o doutor.
"Sabe me dizer por que desmaiei doutor?"
"Há algo que preciso lhe dizer.” Ele me olhou com seriedade. “Após os exames, descobrimos que vocês agora serão dois.”
O mundo parou por um segundo. Eu não conseguia processar as palavras dele.
"Dois?"arregalei os olhos."
"Você está grávida senhorita Hart. Meus parabéns."
“Grávida?”
O médico assentiu, olhando para mim com uma expressão cuidadosa. “Sim. Aproximadamente um mês e meio. E o seu namorado está lá fora, pode dar a notícia para ele."
"Ele não é meu…"passei a mão nos cabelos." Enfim, eu… não posso estar grávida."
Eu sentia o estômago revirar, meu corpo gelado. Damon. Era impossível não saber que ele era o pai. Mas a ideia de estar grávida dele… uma mistura de medo e algo mais, algo profundo, me fez sentir que tudo estava virando de cabeça para baixo.
Eu estava grávida de Damon Thorn, o Alfa de uma alcateia, um lobo.



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