Damon Thorn
A ansiedade de ficar aguardando aqui fora estava me deixando louco. O peso da situação aumentava a cada segundo, e eu não conseguia tirar o foco da porta fechada do quarto onde Caroline estava. Eu precisava saber o que estava acontecendo. O que ela queria me dizer.
Mas logo no momento em que ela iria me contar, a enfermeira entrou para trocar o curativo de seu joelho.
Ela ainda era humana. Mas pelo que eu estava notando, a marca fez efeito, ela era destina a mim, e por isso, iria se transformar, mais cedo, ou mais tarde.
Victor se aproximou, interrompendo meus pensamentos.
“Meu Alfa,” ele disse com a voz grave, o tom sério que ele sempre usava quando algo estava errado. “Os nossos lobos seguiram Liana. Ela se instalou em um hotel aqui na cidade.”
Eu fechei os olhos, tentando manter o controle. Liana. A mulher que havia me traído com Eric, a mulher que eu não queria mais em minha vida. A mulher que, por algum motivo, parecia ter voltado para destruir tudo o que construí.
Por que ela não podia simplesmente desaparecer?
“E o que essa vadia quer aqui?” minha voz saiu cortante, carregada de raiva. A lembrança da traição me consumia, mais do que qualquer coisa. Eu devia ter matado ela e o meu maldito primo quando tive a chance. O mundo seria mais fácil com dois traidores a menos.
Victor, sempre mais calmo que eu, apenas observou. Ele sabia o quanto Liana tinha me afetado, e sabia o quanto eu ainda estava amargurado com o que ela fez.
“Você não a matou, Damon, porque, apesar de ser um alfa, você tem um bom coração,” Victor disse, com um tom de compreensão, mas sem deixar de ser pragmático.
Eu só balancei a cabeça, em silêncio. Ele estava certo. Eu podia ser o alfa da alcateia, mas havia algo dentro de mim que ainda me impediu de ir até o fim com ela. Algo que me fazia acreditar que havia outra maneira de lidar com isso, mas a diferença é que eu a amava, agora só consigo sentir nojo.
Mas ela estava aqui, e eu não ia deixar ela estragar nada entre mim e Hart.
"Obrigado beta, pode cuidar das coisas enquanto estou ocupado."
Com um gesto impaciente, fiz um movimento com a cabeça, como se dissesse “pode ir embora”, e ele se afastou, saindo do meu campo de visão.
Eu estava à beira do colapso de raiva, e mal conseguia processar tudo que estava acontecendo.
Suspirei pesadamente, e antes que eu pudesse pensar mais em tudo o que estava acontecendo, a porta se abriu. Caroline estava ali, parada, com o olhar tenso.
Ela me encarou, e sem mais rodeios, disse:
"O médico me contou algo."
"Fale logo Hart."

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