Caroline Hart.
Grávida.
A ficha parecia não ter caído ainda.
Eu não sabia qual seria o rumo da minha vida de agora em diante, mas sabia que estar grávida de um lobisomem nunca passou pela minha cabeça.
Peguei o celular acessando o navegador. Os resultados que apareciam no G****e eram genéricos, nada sobre lobos, transformação, filhote, era como se tudo fosse uma fantasia.
Mas era real,e isso me embrulhava o estomago.
"O médico te deu alta." a porta se abriu revelando a imagem de Damon."
Eu me levantei, guardando celular.
"Vou pegar minhas coisas."eu disse, mas antes que pudesse pegar minha bolsa, ele segurou em meu braço."
"Não quero que a gente fique assim." seus olhos azuis me encararam."
"Assim como…"murmurei."
"Com esse clima, Hart. Você será mãe do meu filhote, do meu herdeiro."
"Damon…" me soltei de seu braço." É tudo tão complicado, sua ex voltou, minha vida está complicada, e não somos um casal."
Ele me encarou, os seus olhos pareciam sinceros.
"Eu não vou deixar você partir, não com o meu filhote."
"Por que chama um bebê assim?" sussurrei." Damon, eu não sei se quero tudo isso."
"É tarde demais, Hart."
A voz dele soou firme, com aquela convicção que sempre me deixava sem ar.
Ele me conduziu até a saída do hospital com uma mão em minhas costas. Seu toque era possessivo, protetor… e completamente confuso para mim.
O caminho até a casa foi silencioso.
Eu apenas pensava no quanto tudo estava complicado. Eu não tinha ninguém, exceto pelo meu padrasto, por Magie, e agora… Damon. Mas será que tudo isso seria suficiente?
Será que algum dia ele iria me amar?
O carro cortava pela estrada da floresta, e eu observava tudo pela janela, tentando me concentrar em qualquer coisa que não fosse o caos na minha cabeça.
Mas tudo estava diferente. O cheiro da floresta, antes sutil, agora era quase palpável. Eu sentia o aroma das árvores, da terra molhada, das flores escondidas entre os arbustos. Era como se meus sentidos estivessem mais vivos, mais atentos.
E isso me assustava.
Muito.
A estrada que antes parecia comum agora parecia sagrada. Como se a floresta respirasse comigo. Como se ela me conhecesse. Eu encarei o reflexo no vidro e vi uma mulher que já não era mais a mesma.
Chegamos à casa. A mansão parecia ainda maior, ainda mais isolada.
Eu só queria subir, fechar a porta, e fingir que tudo isso não estava acontecendo.
Daiana, a governanta, me encarou, solicita. Era uma das primeiras vezes que a via sorrindo.
"Hart, que bom que se recuperou do acidente." ela me encarou." Mais tarde pedirei que uma das empregadas leve algo para você."
"Obrigada Daiana. Suponho que amanhã eu já voltarei a cozinhar." sorri."
Mas antes que eu alcançasse o primeiro degrau da escada, ele chamou:
“Caroline.”
Eu me virei devagar. Damon estava parado ali, no meio da sala de estar, com as mãos nos bolsos e os olhos cravados em mim.
“Seja minha,” ele disse.
A voz dele não era um pedido. Era uma ordem disfarçada de confissão.
“Damon…”
“Seja minha e de mais ninguém, Caroline Hart. Eu não quero te perder, eu não vou te perder. Se você foi escolhida pela Deusa para ser a mãe dos meus filhotes, é por que sempre foi você.”
Ele deu um passo à frente.
“Seja a minha mulher.”
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