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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 78

Caroline Hart

Aquela maldita noite passou arrastada. Não sei quantas vezes virei de um lado para o outro, o travesseiro estava todo molhado de lágrimas.

O silêncio da casa era insuportável, cada rangido do assoalho soava como uma acusação. Quando o sol começou a nascer, minhas pálpebras ainda pesavam, mas o coração estava ainda mais cansado.

Sentei na cama, abracei os joelhos.

O peito ardia. Por que tudo comigo tinha que ser assim? Sempre alguém mentindo, sempre uma traição.

Eu estava grávida, e agora... não sabia como reagir. Não sabia em quê acreditar.

Fechei os olhos, tentando expulsar as imagens de Damon com aquela vadia.

Mas elas vinham, insistentes, cravando farpas na minha mente. A Hart de antigamente — a que jurou nunca mais confiar — gritava para eu ir embora antes de me destruir de novo.

Eu não queria acreditar que Damon poderia me trair, e justamente com ela... A ex que o destruiu.

O que só aumentava o meu ódio.

Quase sem perceber, comecei a arrumar a mala. Era automático: roupas, escova de dente, documentos, o ultrassom dobrado na carteira, fotos antigas da minha mãe.

Tudo aquilo era um lembrete que tudo que eu mais tentei construir podia ruir em um piscar de olhos. Joguei a mala sobre a cama, encarei o quarto. O quarto que tinha virado lar, onde eu sonhei um futuro, agora parecia hostil.

O cheiro do café subiu pela casa. Por um segundo, quase chorei, e queria gritar pela ajuda de Magie, mas me contive. Ninguém ia me salvar dessa vez.

A porta rangeu. O barulho dos passos me fez gelar.

Damon apareceu na entrada, os ombros caídos, olheiras profundas, barba por fazer. O olhar perdido, como se tivesse envelhecido dez anos de uma noite para outra.

Fiquei de pé, defensiva, a mão firme na mala. Ele não disse nada de início. Só me olhou, como se quisesse gravar minha imagem na memória.

“Você vai embora Hart?” A voz dele era baixa, rouca, carregada de uma dor que me machucava, mas que não diminuiu minha mágoa.

“Vou. Não consigo ficar aqui.” Tentei manter a postura firme, mas a voz tremeu. “Eu não… Eu não consigo mais acreditar. Não depois do que vi.”

Damon respirou fundo. “Eu entendo. Não vim te pedir nada. Vim me despedir.”

Por um instante, esperei uma súplica, um pedido para eu ficar. Não veio. Em vez disso, ele tirou as chaves do bolso, colocou sobre a cômoda.

Eu respirei fundo.

"Toma."entreguei o celular." Essa é a gravação de Zion confessando tudo. Assim você pode se livrar de que ele conte seu segredo, e eu posso me livrar do contrato. Está em suas mãos."

“A casa é sua. Só volto se você quiser. Eu… achei que você confiasse em mim, Hart, após tudo que passamos juntos nesses últimos meses. Mas se não pode, não vou forçar. Não sou feito de mentiras.” A voz dele quebrou um pouco na última frase.

“É fácil falar, Damon. Difícil é provar.” Tentei soar fria, mas as palavras doeram em mim também." Eu vi aquelas malditas fotos, ela... estava nua ao seu lado."

Ele desviou o olhar, encolheu os ombros, derrotado. “Eu estava DOPADO." ele se alterou." Será que não vê que eu faria qualquer coisa para te provar a verdade? Foi uma armação de Liana. Mas não vou te prender aqui. Não sou como seu ex.”

78. A dor da traição 1

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